O desaparecimento de um jovem durante uma trilha reacendeu o alerta sobre os riscos e desafios do Pico Paraná, o ponto mais alto da Região Sul do Brasil. Localizado na Serra do Ibitiraquire, no estado do Paraná, o destino é bastante procurado por aventureiros experientes, mas exige preparo físico, planejamento e conhecimento técnico para ser explorado com segurança.
A situação mobilizou equipes de resgate, voluntários e trilheiros, além de gerar comoção nacional. Entender como é o local ajuda a compreender as dificuldades enfrentadas nas buscas e os riscos envolvidos nesse tipo de expedição.
Onde fica o Pico Paraná e por que ele chama tanta atenção
O Pico Paraná está situado entre os municípios de Antonina e Campina Grande do Sul, a cerca de 80 km de Curitiba. Com aproximadamente 1.877 metros de altitude, é o ponto mais elevado do Sul do país e um dos principais destinos de montanhismo da região.
A trilha é conhecida pela beleza natural, com trechos de Mata Atlântica preservada, vistas panorâmicas e clima que pode mudar rapidamente. Apesar do apelo turístico, o acesso não é simples e não há estrutura comercial no local, como pousadas, sinalização constante ou apoio fixo de resgate.
Um ambiente de difícil acesso
Grande parte do trajeto passa por mata fechada, com subidas íngremes, pedras escorregadias e áreas expostas ao vento e à neblina. Em dias de chuva ou baixa visibilidade, a orientação se torna ainda mais complicada, mesmo para quem já conhece a trilha.
Como funciona a trilha até o cume
A trilha do Pico Paraná costuma levar entre 8 e 12 horas de caminhada, considerando ida e volta, dependendo do ritmo do grupo e das condições climáticas. Muitos montanhistas optam por acampar em áreas permitidas próximas ao cume para dividir o percurso em dois dias.
Principais dificuldades enfrentadas pelos trilheiros
Entre os principais desafios estão:
- Longos trechos de subida intensa
- Terreno irregular e escorregadio
- Falta de sinal de celular em grande parte do percurso
- Mudanças bruscas de clima, com neblina e frio
- Exigência de navegação por GPS ou mapas
Esses fatores explicam por que o Pico Paraná não é recomendado para iniciantes sem acompanhamento especializado.
Buscas e mobilização por trilheiros experientes
As buscas pelo jovem desaparecido envolvem o Corpo de Bombeiros, forças de segurança e voluntários com experiência em montanhismo. A família chegou a fazer apelos públicos para que trilheiros experientes ajudem, mas negou a criação de vaquinhas online, alertando para possíveis golpes.
Por que as buscas são tão complexas?
A área extensa, o relevo acidentado e a vegetação densa dificultam o uso de helicópteros e equipamentos tecnológicos. Além disso, o clima instável pode atrasar operações e colocar os próprios socorristas em risco.
Alerta para quem pretende visitar o Pico Paraná
O caso serve de alerta para quem planeja trilhas em locais remotos. Especialistas recomendam:
- Nunca fazer a trilha sozinho
- Avisar familiares sobre o roteiro e o horário de retorno
- Levar equipamentos adequados, como GPS, roupas térmicas e alimentação
- Consultar a previsão do tempo
- Ter experiência prévia ou contratar guias locais
O Pico Paraná é um símbolo da natureza brasileira e um destino impressionante, mas exige respeito, preparo e cautela. Situações como essa reforçam a importância da segurança para evitar novos desaparecimentos e tragédias em ambientes de montanha.





