O jovem Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, foi encontrado vivo na manhã desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, após ficar cinco dias desaparecido no Pico Paraná, o ponto mais alto do Sul do Brasil.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Roberto foi localizado consciente após pedidos de socorro serem ouvidos pelas equipes. Ele percorreu mais de 20 quilômetros sozinho, em mata fechada e terreno de difícil acesso.
O resgate ocorreu com apoio aéreo e terrestre. O jovem foi levado para um hospital da região, onde passou por avaliação médica. O quadro é de debilitação e desidratação, porém estável. A família confirmou que ele está fora de perigo.
Acharam ele pic.twitter.com/McgDwBFatc
— idelmar Neto (@neto_idelmar) January 5, 2026
O que aconteceu durante a trilha de Roberto e Thayane?
Roberto, estudante da UFPR, bombeiro civil e socorrista, decidiu subir o Pico Paraná no dia 31 de dezembro, ao lado de Thayane Smith, também de 19 anos, que conheceu semanas antes.
O objetivo era assistir ao pôr do sol de 2025 e ao nascer do sol de 2026. Assim, após acamparem, os dois seguiram para o cume durante a madrugada.
Durante a descida, Roberto passou mal, apresentando vômitos e fraqueza. Nesse momento, os dois se separaram. Thayane, então, seguiu em ritmo mais rápido e chegou sozinha ao acampamento, o que levantou suspeitas de outros trilheiros.
Polêmica e investigação em torno do caso
Testemunhas relataram que alertaram sobre o risco de deixar Roberto sozinho. Thayane, inclusive, admitiu o erro em entrevistas e negou intenção criminosa.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais. A Polícia Civil ouviu depoimentos, mas informou que não há indícios de crime.
Após dias de buscas intensas, o desfecho trouxe alívio e esperança para familiares, voluntários e para o público que acompanhou o caso.
Repercussão e debate intenso nas redes sociais
O desaparecimento de Roberto, no últimos dias, mobilizou as redes sociais, gerando comoção nacional e uma onda de debates.
Enquanto muitos usuários acompanharam as buscas com mensagens de apoio e esperança, outros passaram a criticar duramente a conduta de Thayane Smith durante a trilha.
Vídeos publicados por ela nas redes, com tom considerado leve, foram interpretados por parte do público como falta de sensibilidade diante da gravidade da situação. Isso, portanto, intensificou acusações de abandono e julgamentos precipitados.
Por outro lado, familiares e autoridades pediram cautela, reforçando que a investigação não identificou crime e que a prioridade sempre foi o resgate com vida.
O resgate de Roberto Farias Thomaz, de todo modo, encerra dias de angústia e reforça a importância do preparo, da responsabilidade coletiva e do respeito aos limites em trilhas de alto risco.
O desfecho positivo traz alívio, mas também deixa lições sobre segurança, empatia e cautela diante de julgamentos nas redes sociais.





