O caso envolvendo a influenciadora Dany Martins e a empresa de transporte rodoviário Gontijo ganha novos desdobramentos nos últimos dias.
Após relatar que ficou sozinha em uma parada durante uma viagem interestadual, a passageira afirma que a empresa pediu desculpas em contato privado.
Porém, nas redes sociais, o posicionamento público segue inexistente, o que ampliou a repercussão e gerou cobranças de usuários.
Desde então, o episódio virou assunto de interesse de diferentes usuários, entidades ligadas à acessibilidade e seguidores da influenciadora.
O que aconteceu após o primeiro pedido de desculpas da Gontijo para Dany Martins?
Segundo Dany Martins, o contato da empresa ocorreu por meio de uma ligação. Ela fez um pedido de desculpas e a oferta de passagens com acompanhante.
Porém, em publicação neste sábado (10), a influenciadora demonstrou insatisfação com a forma como o caso seguiu.
No texto, ela questiona se o pedido representou arrependimento real ou apenas uma tentativa de encerrar o assunto sem esclarecimentos. Entre os pontos levantados, Dany cita:
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ausência de respostas objetivas durante a conversa;
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falta de informações sobre eventuais medidas internas;
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oferta de passagens que, segundo ela, já constitui um direito legal;
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inexistência de posicionamento público da empresa.
A publicação teve ampla repercussão e passou a concentrar comentários de apoio e relatos semelhantes de outros passageiros.
Como as redes sociais entraram no centro do caso da Dany Martins?
Com a divulgação do episódio, o perfil oficial da empresa no Instagram passou a receber centenas de comentários cobrando explicações públicas.
Entre as últimas nove publicações no perfil, três estão com os comentários bloqueados, incluindo o post mais recente, de 9 de janeiro.
A prática chamou atenção de usuários, que interpretaram o bloqueio como uma tentativa de reduzir a exposição do tema nas redes sociais.
Até o momento, não há nota pública publicada no feed da empresa sobre o ocorrido.
Especialistas em comunicação digital apontam que, em situações de crise, o silêncio institucional tende a ampliar a percepção negativa, mesmo quando há tratativas privadas em andamento.
Por que o caso gerou tanta mobilização?
O episódio ultrapassou o campo individual por envolver um tema sensível: acessibilidade no transporte interestadual.
A Lei Brasileira de Inclusão determina que pessoas com deficiência tenham direito a atendimento adequado, seguro e digno durante deslocamentos.
Na prática, falhas nesse processo costumam gerar judicialização e cobranças por mudanças estruturais.
Dany, em sua publicação, afirma que seu objetivo não é obter benefícios pessoais, mas estimular o debate e o cumprimento das normas já existentes.
O que se sabe até agora?
Até o momento:
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a empresa realizou contato privado com a passageira;
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não divulgou posicionamento público oficial;
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restringiu comentários em parte de suas publicações;
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o caso segue repercutindo nas redes sociais.
Não há confirmação pública sobre abertura de investigação interna ou medidas administrativas.
Casos semelhantes têm sido analisados pela Justiça brasileira nos últimos anos, com decisões que reconhecem a responsabilidade das empresas em situações de falha no atendimento a passageiros com deficiência.
Enquanto isso, a discussão em torno dos direitos de Dany Martins permanece ativa nas redes sociais, impulsionada pela cobrança por transparência da Gontijo.
O desfecho jurídico ainda é incerto, porém, o episódio já se consolida como mais um alerta sobre a distância entre legislação, prática operacional e comunicação institucional no setor de transporte rodoviário.
