A captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, colocou novamente a Força Delta no centro das atenções internacionais.
Considerada a tropa mais secreta do Exército dos Estados Unidos, a unidade foi apontada como responsável direta pela operação em Caracas. A confirmação vem de oficiais da Casa Branca e reportagens da imprensa internacional.
O que é a Força Delta?
A Força Delta, nome popular do 1st Special Forces Operational Detachment-Delta (1st SFOD-D), é uma unidade de operações especiais criada em 1977.
Seu objetivo é atuar em missões de altíssimo risco, que exigem precisão absoluta e sigilo extremo.
Classificada como uma força Tier 1, a Delta está subordinada ao Comando Conjunto de Operações Especiais (JSOC), o mesmo que coordena ações com os Navy SEALs e outras tropas de elite.
Seus integrantes passam por um processo seletivo rigoroso, seguido de treinamentos avançados em combate urbano, resgate de reféns, inteligência e infiltração estratégica.
Principais missões da Força Delta
A Força Delta é especializada na captura ou neutralização de alvos de alto valor, conhecidos como HVTs.
Entre suas missões históricas mais conhecidas estão a captura de Saddam Hussein, no Iraque, em 2003, e a operação que levou à morte de Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, em 2019.
Além disso, a unidade atua em operações de contraterrorismo, resgates internacionais e missões secretas em países considerados estratégicos para os interesses dos Estados Unidos.
Como ocorreu a operação em Caracas
De acordo com autoridades americanas, a ação foi batizada de Operação Resolução Absoluta. O início ocorreu durante a madrugada, com ataques aéreos pontuais contra alvos militares para neutralizar defesas estratégicas.
Em seguida, a Força Delta realizou uma incursão terrestre e aérea coordenada, com apoio do 160.º Regimento de Aviação de Operações Especiais. A entrada no local onde Maduro se encontrava teria durado menos de um minuto, segundo fontes militares.
Após a captura, Maduro e Cilia Flores foram transferidos para o navio USS Iwo Jima, de onde seguem para os Estados Unidos.
Lá, devem responder a acusações de narcoterrorismo, corrupção e lavagem de dinheiro no Distrito Sul de Nova York.
Reação política internacional
Enquanto o presidente Donald Trump confirmou a operação e afirmou que os EUA atuarão no processo de transição política da Venezuela, o governo venezuelano classificou a ação como uma invasão ilegal.
A comunidade internacional acompanha o caso com cautela, diante do impacto geopolítico da operação.





