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Como o Google vai jogar IA Slop na sua cara em 2026?

Por Moysés Batista
07/01/2026
IA Sloop do Google na tela da televisão

Imagem: Geração/FDR

O Google confirmou que, a partir de 2026, vai integrar recursos avançados de inteligência artificial diretamente às TVs com Google TV. A promessa inclui geração de imagens, vídeos, respostas visuais e comandos naturais.

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Porém, críticos alertam para um efeito colateral crescente, chamado de “IA slop”, conteúdo gerado por IA em excesso, com pouca curadoria e valor questionável.

A mudança pode transformar a TV em algo muito além de uma tela de streaming. Ainda assim, levanta dúvidas sobre qualidade, utilidade e saturação de conteúdo.

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O que é “IA slop” e por que o termo preocupa?

O termo “IA slop” vem sendo usado para descrever conteúdo produzido em massa por inteligência artificial, muitas vezes repetitivo, superficial ou sem critério editorial claro.

Além disso, o problema não está apenas na tecnologia. Está no volume e na onipresença desses conteúdos, que passam a ocupar espaços antes reservados a produções humanas, como notícias, vídeos informativos e entretenimento.

No caso das TVs, o impacto tende a ser ainda maior, pois se trata de um ambiente de consumo passivo e coletivo.

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O que muda no Google TV a partir de 2026

Segundo o Google, a IA Gemini será integrada de forma profunda ao sistema das TVs.

Ou seja, você vai conseguir interagir com a televisão como se estivesse conversando com um assistente inteligente visual. Então, entre as novidades previstas, chegam:

  • Geração de imagens e vídeos diretamente na TV

  • Respostas visuais e narrativas para perguntas do dia a dia

  • Explorações interativas de temas, chamadas de “deep dives”

  • Transformação de fotos pessoais em slideshows cinematográficos

  • Controle da TV por comandos naturais, como ajustes de brilho e som

Na prática, a TV deixa de ser apenas um reprodutor de conteúdo e passa a produzir informação e mídia gerada por IA.

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Por que críticos veem risco nessa estratégia do Google?

Embora os recursos pareçam atraentes, especialistas apontam que a experiência pode se tornar excessivamente poluída por outputs de IA. Além disso, existe o risco de:

  • Conteúdos gerados sem contexto ou profundidade

  • Redução da visibilidade de produções profissionais

  • Confusão entre informação confiável e material sintético

  • Saturação visual e cognitiva do usuário

Em um ambiente como a sala de estar, isso pode afetar diretamente a forma como famílias consomem informação.

O impacto para consumidores em 2026

Para o consumidor comum, o impacto será imediato. A TV passará a responder, sugerir, criar e narrar conteúdos, muitas vezes sem solicitação direta.

Porém, a grande questão será o controle. Quanto mais a IA ocupa espaço na interface, menor tende a ser a distinção entre o que foi escolhido pelo usuário e o que foi empurrado pelo sistema.

Em 2026, o Google não apenas levará IA para as TVs. Ele levará decisões automatizadas, conteúdos sintéticos e narrativas geradas por máquinas diretamente para a tela principal da casa.

Se isso será inovação útil ou apenas mais “IA slop”, dependerá de transparência, limites e, sobretudo, da capacidade do usuário de manter o controle sobre o que consome.

Moysés Batista

Moysés é Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Além de ter entregue mais de 10 mil artigos em SEO nos últimos anos, tem se especializado na produção de conteúdo sobre benefícios sociais, crédito e notícias nacionais.

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