A China revelou em 2026 um porta-contêineres equipado com lançadores de mísseis, radares e sistemas defensivos.
A iniciativa indica uma mudança relevante na estratégia naval, baseada na conversão rápida de navios civis em plataformas militares modulares.
O navio, identificado como Zong Da 79, foi visto operando na região de Xangai com armamentos visíveis no convés.
Com isso, Pequim sinaliza a intenção de utilizar parte de sua vasta frota mercante como força auxiliar em cenários de conflito ou dissuasão.
O que é o porta-contêineres militar Zong Da 79?
O Zong Da 79 possui cerca de 97 metros de comprimento e atua normalmente em rotas costeiras comerciais. Entretanto, ele recebeu módulos militares instalados diretamente sobre o convés.
Entre os equipamentos observados estão, por exemplo:
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Contêineres adaptados como lançadores verticais de mísseis (VLS)
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Aproximadamente 60 tubos de lançamento, distribuídos em módulos de quatro células
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Radares de vigilância marítima e aérea
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Sensores eletroeletrônicos
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Sistemas de autodefesa contra mísseis e drones
Dessa forma, o navio mantém sua estrutura civil, porém passa a operar como plataforma armada temporária.
Como funcionam as plataformas militares modulares em contêineres?
A principal inovação está na modularidade. Em vez de construir destróieres ou fragatas do zero, a China utiliza contêineres padronizados que já incluem:
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Lançadores
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Sistemas de comando
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Equipamentos de comunicação
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Sensores integrados
Esses módulos podem ser instalados em poucos dias, exigindo apenas fixação estrutural e conexão elétrica. Assim, a conversão ocorre com rapidez e custo significativamente menor.
Além disso, o processo é reversível, permitindo que o navio volte à operação civil quando necessário.
Por que a China aposta em navios civis armados?
A frota mercante chinesa é uma das maiores do planeta. Portanto, ela oferece três vantagens estratégicas claras:
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Escala imediata – dezenas ou centenas de navios podem ser adaptados.
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Baixo custo – evita a construção de embarcações militares complexas.
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Flexibilidade operacional – uso temporário conforme a necessidade.
Como resultado, Pequim amplia sua capacidade naval sem depender exclusivamente de estaleiros militares.
Estratégia histórica com tecnologia moderna
O conceito lembra os antigos “cruzadores mercantes armados”, usados nas duas Guerras Mundiais. Contudo, agora ele surge com tecnologia moderna, integração digital e capacidade de lançamento vertical concentrado.
Embora esses navios não substituam destróieres avançados, eles ampliam a massa de ataque, aumentam a vigilância marítima e criam dilemas operacionais para adversários.
Camuflagem, dissuasão e impacto global
Navios civis armados se misturam facilmente ao tráfego marítimo internacional. Isso dificulta a identificação imediata por forças rivais e eleva o custo de monitoramento.
Além disso, a simples existência dessas plataformas:
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multiplica possíveis alvos,
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amplia a capacidade de saturação de defesas,
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e fortalece a dissuasão regional no Indo-Pacífico.
A exibição pública do Zong Da 79, portanto, não é apenas técnica, mas também política e estratégica.





