O uso do azeite de oliva na cozinha está longe de ser uma novidade. Conhecido por seus benefícios à saúde cardiovascular, ele é frequentemente utilizado em saladas e pratos frios. No entanto, muitos se perguntam sobre os efeitos de aquecê-lo. Afinal, você aquece azeite? Veja o que realmente acontece com o alimento durante o preparo e se isso interfere em suas propriedades benéficas.
O que acontece com o azeite quando aquecido
O azeite de oliva, especialmente o extravirgem, é conhecido por conservar suas propriedades saudáveis mesmo ao ser submetido a altas temperaturas. Diferente do que muitos acreditam, aquecer azeite não elimina seus benefícios. Por não passar por refinamento químico, sua composição rica em antioxidantes torna-o resistente a reações de degradação química. Esses antioxidantes protegem o azeite dos compostos nocivos que outros óleos podem liberar ao serem aquecidos.
Estabilidade do azeite nas temperaturas altas
Mesmo em altas temperaturas de até 180°C, o azeite de oliva extravirgem mantém a maior parte de seus antioxidantes – cerca de 80%, segundo estudos. Além disso, durante o aquecimento, ele conserva seu perfil de ácidos graxos monoinsaturados, não gerando gorduras trans. Isso é essencial para regular o colesterol no organismo, prevenindo doenças cardiovasculares.
Mito ou verdade: esquentar azeite faz mal?
A ideia de que o azeite faz mal quando aquecido se relaciona ao ponto de fumaça, que varia entre 160°C e 190°C. É a temperatura em que o azeite começa a liberar acroleína, uma substância tóxica. Porém, para a maioria dos preparos culinários, as temperaturas não atingem esse ponto, tornando o aquecimento seguro e preservando seus benefícios.
Em resumo, aquecer azeite não prejudica suas propriedades nutricionais de forma significativa. Mesmo sob aquecimento, ele mantém sua riqueza antioxidante e sua capacidade de prevenir doenças cardiovasculares. Dessa forma, o uso culinário do azeite extravirgem, tanto em pratos frios quanto quentes, continua sendo uma opção viável e saudável em 2026.






