Receber na conta um valor de empréstimo consignado que você não pediu exige ação rápida.
Antes de usar qualquer centavo, confira a origem do crédito e verifique no Meu INSS se existe contrato vinculado ao benefício.
Se a operação não for reconhecida, o pedido de exclusão deve ser feito pelos canais indicados para contestação do consignado.
No caso de contrato ligado à Caixa, a própria instituição orienta que o cliente procure o banco quando não reconhecer o empréstimo.
Além disso, o INSS mantém serviço específico para quem alega não ter contratado o crédito, com encaminhamento da reclamação pelo Portal do Consumidor.
Primeiro passo é não gastar o valor recebido
O dinheiro deve permanecer intacto enquanto a origem da operação é confirmada.
Gastar o valor pode dificultar o cancelamento, porque a devolução integral do crédito é uma das etapas esperadas quando a contratação é desfeita.
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Também é importante abrir o extrato bancário e o Extrato de Empréstimo Consignado no Meu INSS.
Assim, o beneficiário consegue comparar data, instituição, valor liberado e eventual parcela registrada no benefício antes que novos descontos sejam feitos.
Caixa tem canal próprio e INSS direciona contestação
A Caixa informa que reclamações sobre consignado podem ser registradas no SAC 0800 726 0101 e, se necessário, na Ouvidoria.
Para empréstimo não reconhecido no benefício, o serviço oficial do INSS orienta o cidadão a formalizar a exclusão pelo Portal do Consumidor.

Guarde protocolos, telas do contrato, extratos e comprovantes de atendimento.
Esses registros ajudam a demonstrar que a operação foi questionada logo após a identificação do crédito e podem ser necessários caso os descontos comecem ou o problema não seja resolvido administrativamente.
Bloquear o benefício reduz o risco de outro contrato
Depois de contestar a operação, o aposentado ou pensionista pode solicitar no Meu INSS o bloqueio do benefício para empréstimos consignados.
O serviço é feito pela internet e impede novas contratações enquanto o benefício permanecer bloqueado.
A legislação de 2026 reforçou que operações consignadas dependem de autorização pessoal do titular.
Por isso, contrato não reconhecido deve ser questionado imediatamente, sem aceitar orientação de terceiros para transferir o dinheiro para contas diferentes ou fornecer senha, código ou acesso ao celular.
Se o crédito for Pix, a devolução segue outra regra
Se a verificação mostrar que o dinheiro não veio de consignado, mas de um Pix recebido por engano, o Banco Central recomenda usar a função “devolver” dentro da própria transação.
Não faça um novo Pix para uma conta indicada por desconhecidos, porque isso pode abrir espaço para fraude e cobrança duplicada.

