Está crescendo entre os brasileiros um novo hábito de segurança: o celular do Pix. A ideia é simples — separar um segundo aparelho, mais simples e barato, só para guardar os aplicativos de banco, deixando o celular principal livre desses dados.
O motivo é o medo, cada vez mais real, de perder muito mais que o aparelho num roubo. Veja como funciona e o que fazer se você não tem um celular extra.
Por que o “celular do Pix” virou hábito?
A preocupação não é exagero. Casos de roubo em que o prejuízo vai muito além do aparelho assustaram o país — há relatos de vítimas que perderam mais de R$ 143 mil depois que criminosos invadiram as contas bancárias no celular roubado.
Com o Pix funcionando 24 horas e o acesso fácil aos apps, um aparelho desbloqueado na mão errada vira uma porta aberta para a conta. Foi daí que surgiu a estratégia do celular separado.
Como funciona na prática
A lógica é isolar o que é sensível. O esquema funciona assim:
- Um celular principal, usado no dia a dia para redes sociais, fotos, mensagens e navegação;
- Um segundo aparelho (geralmente mais barato ou um modelo antigo), que fica em casa só com os apps de banco, Pix e cartões.
Assim, se o celular principal for roubado na rua, o ladrão não encontra os aplicativos bancários ali — eles estão no aparelho que ficou guardado em segurança.
E quem não tem condições de comprar outro celular?
Nem todo mundo pode ter dois aparelhos, e essa é uma limitação real. Mas existem formas de se proteger usando o próprio celular.
Algumas marcas, como a Xiaomi, permitem criar um segundo perfil no mesmo aparelho, protegido por senha ou biometria diferente — onde ficam só os apps sensíveis.
Além disso, algumas medidas valem para qualquer celular e reduzem bastante o risco:
- Ative a biometria ou senha dentro de cada aplicativo de banco, além da senha de desbloqueio;
- Não deixe senhas salvas em bloco de notas ou no navegador;
- Configure o limite baixo do Pix durante a noite (o “Pix noturno“);
- Mantenha ativado o serviço de localizar e apagar o celular à distância.
Tendo um ou dois aparelhos, o mais importante é agir rápido se o celular for levado: ligue na hora para o banco para bloquear as contas e o Pix, e para a operadora para cancelar o chip — é por ele que os criminosos recebem códigos de confirmação.
