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Piores do ano: confira os IPOs que mais desvalorizaram em 2021

Por Silvio Suehiro
27 de dezembro de 2021
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Neste ano, 45 de empresas realizaram IPOs (Oferta Inicial de Ações, na sigla em inglês) na B3. Apesar da grande expectativa gerada pela entrada na Bolsa de Valores, houve companhias que tiveram desvalorização desde então. Conheça os IPOs que mais desvalorizaram em 2021, segundo a Economatica, via Suno.

Piores do ano: confira os IPO's que mais desvalorizaram em 2021
Piores do ano: confira os IPO’s que mais desvalorizaram em 2021 (Imagem: Montagem/FDR)

Dentre as empresas que registraram perda desde o IPO, algumas chegaram a desvalorizar acima de 70%. Estas companhias foram afetadas diretamente pela inflação — que também afeta o poder de compra dos brasileiros.

IPOs que mais desvalorizaram em 2021

Os dados, da Economatica, têm como base o fechamento do pregão da terceira semana de dezembro.

  • 1. Mobly (MBLY3): desvalorização de 81%

Desde o IPO, em fevereiro, os papéis da Mobly saíram de uma precificação de R$ 21,00 para R$ 5,07. A desvalorização das ações da empresa acontece diante de um fator conjuntural.

Diversos setores de consumo — como os de imóveis — tiveram dificuldades no período de forte inflação nos custos de insumos. Ainda houve redução na demanda que exige investimentos em marketing.

No terceiro trimestre deste ano, a loja de imóveis teve prejuízo de R$ 25 milhões. O mercado reagiu mal a essa notícia.

  • 2. Dotz (DOTZ3): desvalorização de 77%

A estreia da Dotz na B3 aconteceu em maio, negociada a R$ 13,20. Recentemente, os ativos passaram a ser negociados a R$ 3,02.

No terceiro trimestre, a companhia de programas de fidelidade teve prejuízo líquido de R$ 24 milhões. Em comparação ao mesmo período de 2020, houve uma queda de 21,4%.

  • 3. Oceanpact (OCPT3): desvalorização de 75%

A estreia da OceanPact, empresa de serviços ambientais marítimos, aconteceu em fevereiro.

O agravamento da desvalorização das ações da empresa aconteceu em julho. Na ocasião, os papéis chegaram a cair 27,22% em um único dia — depois que a empresa anunciou um acordo coletivo de trabalho (ACT) com os funcionários.

  • 4. Westwing (WEST3): desvalorização de 73%

O IPO da Westing, loja de móveis e artigos domésticos de decoração, aconteceu em fevereiro. Desde então, os papéis diminuíram de R$ 11,90 para R$ 3,20.

No terceiro trimestre, a companhia tive um prejuízo líquido de R$ 9,3 milhões. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 12,9 milhões.

  • 5. Getninjas (NINJ3): desvalorização de 73%

A Getninjas, plataforma de contratação de serviços, estreou na Bolsa em maio. A companhia foi impactada negativamente pela alta da inflação — que afeta a taxa de juros. As empresas de tecnologia são fortemente afetadas por este cenário.

No terceiro trimestre, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 10,6 milhões. Por outro lado, no mesmo período de 2020, houve um lucro de 1,3 milhão.

Silvio Suehiro

Silvio Suehiro

Silvio Suehiro é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2020, dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.

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