Um benefício menos conhecido do governo federal volta a cair na conta de milhares de famílias neste mês.
O Bolsa Verde, programa que une combate à pobreza e preservação ambiental, paga uma nova parcela de R$ 600 a partir de 18 de agosto, seguindo o calendário do Bolsa Família.
O auxílio é destinado a quem vive em áreas de conservação e territórios tradicionais, sobretudo na Amazônia. Veja quem tem direito e como funciona o programa.
O pagamento do Bolsa Verde de agosto
A nova parcela chega para reforçar o orçamento das famílias contempladas.
O Bolsa Verde paga R$ 600 por família a cada três meses, e a parcela de agosto segue o calendário oficial dos programas sociais do governo federal, o mesmo do Bolsa Família.
Os pagamentos começam em 18 de agosto e são escalonados conforme o número final do NIS. Ao longo de um ano, uma família pode acumular até R$ 2.400 com o benefício.
O que é o Bolsa Verde?
Antes de tudo, vale entender a proposta desse programa, que tem um objetivo duplo.
Criado pela Lei nº 12.512, de 2011, e retomado em 2023 após anos desativado, o Bolsa Verde busca complementar a renda de famílias em situação de vulnerabilidade que vivem em áreas ambientalmente sensíveis.
Ao mesmo tempo, também incentiva a preservação da natureza.
Na prática, o programa reconhece e recompensa o papel dessas comunidades na conservação das florestas e dos recursos naturais onde vivem.
Quem tem direito ao Bolsa Verde?
O público do programa é bastante específico e ligado ao território onde a família reside. Podem receber o Bolsa Verde as famílias de baixa renda que vivem em uma destas situações:
- Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável.
- Assentamentos ambientalmente diferenciados da Reforma Agrária.
- Territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais, como ribeirinhos, extrativistas, indígenas e quilombolas.
Além disso, a família precisa estar inscrita e com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).
Como o dinheiro é pago
O recebimento do valor é simples e segue o padrão dos demais programas sociais:
- Responsável: o pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal.
- Onde cai: em conta poupança ou na Poupança Social Digital, aberta automaticamente para quem não tem conta.
- Como movimentar: pelo aplicativo Caixa Tem, com opção de saque sem cartão em terminais, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Um benefício que pode ser acumulado
Uma dúvida comum é se o Bolsa Verde impede o recebimento de outros auxílios. A resposta tranquiliza as famílias.
O Bolsa Verde não impede a continuidade do Bolsa Família, ou seja, uma mesma família pode receber os dois benefícios simultaneamente, desde que cumpra as regras de cada um.
Isso significa que o valor trimestral de R$ 600 funciona como um reforço extra à renda de quem já recebe outros auxílios sociais, ampliando a proteção a essas comunidades.
Como consultar e se inscrever
Para quem acredita ter direito, existem canais oficiais para verificar a situação e aderir ao programa.
As famílias podem consultar a elegibilidade e obter informações pelo aplicativo Bolsa Verde, desenvolvido pela Dataprev, disponível para celular, onde é possível acessar o termo de adesão para quem atende aos critérios.
O governo também realiza ações de busca ativa nos territórios para identificar famílias aptas e incentivar a inscrição no CadÚnico, que é a porta de entrada para o benefício.
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