Chegou a hora de conferir o extrato. A Receita Federal liberou a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026, e o pagamento está marcado para o dia 31 de julho.
Ao todo, 2.743.200 contribuintes vão dividir R$ 4,61 bilhões nesta rodada, que tem um significado especial: é a última da fila regular de restituições deste ano.
Se você declarou em 2026 e ainda não recebeu, este pode ser o seu lote. Veja como consultar e o que fazer para não ficar de fora.
Como saber se você está na lista da restituição do Imposto de Renda?
A conferência é rápida e gratuita. Basta acessar o site da Receita Federal, entrar na área “Meu Imposto de Renda” e clicar em “Consultar a Restituição”.
Quem prefere o celular pode fazer o mesmo caminho pelo aplicativo oficial da Receita, disponível para tablets e smartphones.
O crédito cai automaticamente no dia 31 de julho, na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF que o contribuinte informou na declaração.
A novidade deste lote: agora é a vez de quem não tem prioridade
Diferente dos dois primeiros lotes de 2026, que contemplaram apenas grupos prioritários, este terceiro lote finalmente alcança quem não se enquadra em nenhuma prioridade legal.
Para a maior parte dessas pessoas, será o primeiro pagamento do ano.
A divisão dos beneficiários ficou assim:
- 1.396.474 contribuintes sem prioridade;
- 839.464 que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo Pix;
- 309.441 que combinaram declaração pré-preenchida e recebimento via Pix;
- 197.821 contribuintes com prioridade legal.
Entram na prioridade legal os idosos com 80 anos ou mais, os idosos de 60 a 79 anos, pessoas com deficiência ou doença grave e quem tem no magistério a principal fonte de renda.
Fim da fila: por que este é o último lote regular?
Uma mudança importante marcou o calendário deste ano. A Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares, com pagamentos concentrados entre o fim de maio e o fim de agosto.
Segundo o Fisco, os dois primeiros lotes já responderam por 80% de todas as restituições previstas para 2026, resultado do avanço na automação e na velocidade de análise das declarações.
O lote de julho encerra os pagamentos regulares do IRPF 2026. Depois dele, permanecem pendentes apenas as declarações retidas na malha fina ou com problemas nos dados bancários informados.
Atenção ao erro do Pix que travou 165 mil restituições do Imposto de Renda
Um detalhe vem causando dor de cabeça: cerca de 165 mil restituições não foram pagas porque o contribuinte informou o CPF como chave Pix, mas não tinha uma conta bancária de fato vinculada a essa chave.
É um erro simples de cometer e que impede o depósito.
Quem estiver nessa situação tem três saídas para regularizar:
- cadastrar uma chave Pix do tipo CPF em uma instituição financeira;
- alterar a conta de crédito pelo serviço Meu Imposto de Renda;
- retificar a declaração informando uma conta bancária no próprio nome.
E se o dinheiro da restituição do IRPF não cair?
Caso a restituição não seja depositada por algum motivo, como uma conta desativada, o valor não se perde. Ele fica disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Nesse período, o contribuinte pode agendar o crédito em qualquer conta no seu nome pelo Portal BB ou pela central de atendimento do banco.
Se passar um ano sem o resgate, ainda há como recuperar o valor:
- basta acessar o Portal e-CAC, entrar em “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
