Muita gente associa o CadÚnico apenas ao Bolsa Família, mas o cadastro vai muito além disso.
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Ele é a base que o governo usa para identificar famílias de baixa renda em todo o país, reunindo informações socioeconômicas de quem tem renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, ou renda total de até três salários mínimos.
Quais programas o CadÚnico destrava?
Estar com o cadastro atualizado abre a porta para dezenas de benefícios, sem que seja preciso se inscrever separadamente em cada um deles.
Entre os principais estão o Bolsa Família e o BPC, além da Tarifa Social de Energia, que garante desconto na conta de luz, o Gás do Povo, com recarga gratuita do botijão e isenção de taxa em concursos públicos federais.
Além disso, também dá prioridade no Minha Casa Minha Vida e a Carteira da Pessoa Idosa, usada para transporte interestadual gratuito.
Muitos desses benefícios são concedidos de forma automática, por meio de cruzamento de dados entre o CadÚnico e os sistemas dos programas.
Por isso, manter o cadastro em dia é fundamental para não perder o acesso a esse conjunto de direitos.
Por que famílias podem perder benefícios sem perceber?
O CadÚnico precisa ser atualizado a cada dois anos.
Quando o cadastro passa desse período sem atualização, o sistema entende que a situação da família pode ter mudado e inicia um processo que pode levar ao bloqueio dos benefícios vinculados.
O problema é que muitas famílias não percebem que o prazo venceu, já que o cadastro continua parecendo ativo e o pagamento vinha sendo feito normalmente.
As notificações sobre a necessidade de atualização costumam ser enviadas por SMS, pelo aplicativo Caixa Tem ou por comunicação direta do CRAS.
Quando a família muda de número de telefone e não atualiza essa informação no sistema, o aviso simplesmente não chega, o que faz com que o bloqueio pegue muitas pessoas de surpresa.
Como verificar e atualizar o cadastro?
Para saber se o CadÚnico está em dia, o caminho mais simples é consultar o aplicativo Meu CadÚnico ou procurar o CRAS do município.
O prazo é individual e conta a partir da última atualização registrada por cada família.
Quem estiver perto de completar dois anos sem atualização, ou tiver passado por mudanças como alteração de renda, endereço ou composição familiar, deve agendar a atualização o quanto antes.
A atualização é feita de forma gratuita e presencial, com documentos simples: identificação de todos os moradores da casa, comprovante de residência e, quando possível, comprovante de renda.
Vale reforçar que não existe cobrança para se inscrever ou atualizar o CadÚnico, e nenhum intermediário particular tem poder de acelerar esse processo.
O cadastro é feito exclusivamente no CRAS, e mensagens que pedem senha do gov.br, dados bancários ou pagamento para regularizar a situação são sempre fraudes.