Uma Reforma da Previdência recém-aprovada vai encurtar em até 7 anos a espera pelo valor máximo da aposentadoria — mas a mudança vale para o Chile, não para o Brasil.
Por lá, o teto da Pensão Garantida Universal (PGU), de 250.275 pesos mensais (cerca de R$ 1,4 mil), hoje pago só a quem tem 82 anos ou mais, passará a ser liberado a partir dos 75 anos.
A virada começa em setembro de 2026 e beneficia automaticamente quem já recebe o benefício e completa 75 anos até o dia 30 daquele mês.
Quem fizer aniversário de 75 anos entre outubro de 2026 e agosto de 2027 também entra na regra nova — nesse caso, o reajuste cai no mês do aniversário.
Quem tem direito ao valor máximo?
O acesso ao teto da PGU depende do tamanho da pensão que o idoso já recebe. Funciona assim:
| Pensão base do idoso | O que recebe |
|---|---|
| Até 789.139 pesos | Valor máximo da PGU |
| De 789.140 a 1.252.602 pesos | Valor ajustado de forma variável |
| Acima de 1.252.603 pesos | Não tem direito ao benefício |
Pensionistas de montepio e quem não recebe pensão adicional também poderão pedir um complemento para alcançar o valor cheio.
Mudança vai parar nos 75 anos?
Não. Essa é apenas uma etapa da reforma chilena. O plano é ampliar o teto da PGU, nas fases seguintes, para todos os maiores de 65 anos que cumprirem os requisitos — universalizando de vez o valor máximo entre os idosos do país.
A lógica é parecida com a de outros vizinhos da América do Sul: reforçar a renda da população mais velha diante do custo de vida em alta.
E no Brasil, como funciona a aposentadoria?
Por aqui, as regras são outras. No INSS, a aposentadoria por idade exige 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), com tempo mínimo de contribuição, e o valor varia conforme o histórico de cada trabalhador — respeitando o piso de um salário mínimo e o teto previdenciário.
Dá para simular o seu caso gratuitamente pelo Meu INSS.