Um bônus familiar de 30 mil pesos — cerca de R$ 170 por filho — está prestes a ser depositado na conta de milhões de famílias vulneráveis.
O pagamento, porém, não é aqui: a medida foi anunciada pelo governo do Chile e mira lares de baixa renda com crianças, em resposta ao aperto no custo de vida do país vizinho.
A proposta partiu do presidente José Antonio Kast, em junho de 2026, e prevê o repasse em parcela única. A ideia é que o dinheiro chegue antes das despesas de julho, período em que os gastos das famílias chilenas costumam subir após as férias de inverno.
Diferente de auxílios voltados só para material escolar, o valor é livre: cada família decide onde usar, seja no mercado, no transporte ou nas contas de casa.
Quem tem direito ao valor por filho?
Infelizmente, o benefício não é para todos. Os critérios definidos até agora são:
- Ter filhos de 0 a 13 anos;
- Estar inscrito no Registro Social de Hogares, o cadastro social chileno (parecido com o CadÚnico brasileiro);
- Pertencer ao grupo dos 80% mais vulneráveis do país, segundo essa classificação.
O pagamento é feito por criança. Ou seja, uma família com três filhos dentro da faixa etária receberia o equivalente a cerca de R$ 510 de uma só vez.
Quando o dinheiro cai na conta?
Ainda não há data confirmada. O projeto de lei está em análise no Congresso chileno, e o depósito depende da aprovação dos parlamentares.
| Etapa | Situação |
|---|---|
| Anúncio da proposta | Junho de 2026 |
| Votação no Congresso | Em andamento |
| Pagamento previsto | Ainda neste semestre |
A expectativa do governo é acelerar a tramitação para que o valor chegue às famílias o quanto antes.
Existe algo parecido no Brasil?
Sim — e mais robusto. Por aqui, o Bolsa Família paga no mínimo R$ 600 por família, com adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos e R$ 50 para gestantes e jovens de 7 a 18 anos.
Por fim, e não menos importante, as regras e o calendário podem ser conferidos no portal oficial do Governo Federal.