Quem mora na área da Enel São Paulo vai sentir a diferença na próxima fatura. A Aneel aprovou o Reajuste Tarifário Anual da distribuidora, que entra em vigor neste sábado, 4 de julho.
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O aumento médio é de 10,18%, e a conta das residências sobe cerca de 9%. Saiba quem será afetado, o motivo da alta e como amenizar o impacto no orçamento.
Quem vai pagar a conta mais cara?
O reajuste vale para os clientes da Enel Distribuição São Paulo, que atende aproximadamente 8,9 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios paulistas, incluindo a capital.
Quem é atendido por outras distribuidoras, em SP ou em outros estados, não entra neste reajuste específico. Cada concessionária tem a sua data anual de revisão definida pela Aneel.
De quanto é o aumento para cada tipo de cliente?
O percentual varia conforme o perfil de consumo. A média geral é de 10,18%, mas a divisão por grupo muda o peso no bolso:
| Tipo de cliente | Reajuste médio |
|---|---|
| Alta tensão (indústrias, grandes empresas) | 15% |
| Baixa tensão (residências, comércios, área rural) | 8,97% |
| Somente residências | 9,02% |
Na prática, uma conta residencial de R$ 200 tende a subir para algo em torno de R$ 218.
Por que a tarifa subiu?
Segundo a Aneel, o reajuste reflete um conjunto de custos do setor. Entre os fatores que mais pesaram estão componentes financeiros, gastos com a transmissão de energia e o pagamento de encargos setoriais, que financiam políticas públicas criadas por leis e decretos.
Entra na conta ainda a chamada Parcela B, ligada aos custos de operação, manutenção e investimento da própria distribuidora, responsável por 0,37 ponto da alta.
O aumento se soma à bandeira amarela
Por isso que julho pede atenção redobrada com o consumo. Além do reajuste da tarifa, o mês segue com a bandeira tarifária amarela em todo o país, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Ou seja, o cliente da Enel SP paga a tarifa reajustada mais o acréscimo da bandeira. Reduzir o consumo dos vilões da conta, como chuveiro elétrico e ar-condicionado, ajuda a segurar o valor final.
Para amenizar o impacto, vale conferir hábitos simples: banhos mais curtos com o chuveiro na posição “verão”, lâmpadas de LED, geladeira com borracha de vedação em dia e ar-condicionado entre 23°C e 25°C.
Famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico devem verificar na distribuidora se têm direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, que garante desconto na conta — a solicitação é gratuita e ninguém deve pagar intermediário para conseguir o benefício.