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Fim da escala 6×1: PEC prevê jornada de 40 horas sem redução salarial e prazo de transição

Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil ganhou novos detalhes nesta segunda-feira após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta.

O texto da PEC deve estabelecer a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial, além da implementação oficial da escala 5×2 para trabalhadores brasileiros.

Segundo Hugo Motta, três pontos já são considerados “inegociáveis” nas negociações.

Jornada cairá de 44 para 40 horas

A principal mudança prevista no texto envolve a redução da carga horária semanal.

A proposta estabelece:

  • Jornada atual — 44 horas semanais
  • Nova jornada — 40 horas semanais
  • Sem redução de salário

A medida faz parte da PEC que tramita na Câmara dos Deputados e ainda precisará passar pelo Senado.

Escala 6×1 será oficialmente encerrada

Outro ponto central da proposta é o fim da escala de seis dias trabalhados para apenas um de descanso.

Segundo Hugo Motta, o novo modelo garantirá:

  • Cinco dias de trabalho
  • Dois dias de folga

A mudança foi apresentada como uma das principais demandas dos trabalhadores nos últimos anos.

Como funcionará a transição?

O texto prevê uma implementação escalonada ao longo de um ano.

Segundo o acordo discutido na Câmara:

  • Primeira redução — após 60 dias da promulgação
  • Jornada cai de 44 para 42 horas
  • Segunda redução — após 12 meses
  • Jornada definitiva chega a 40 horas

A ideia é permitir adaptação gradual tanto para empresas quanto para trabalhadores.

Lula defendia mudança imediata

Apesar do acordo atual prever transição, o presidente Lula vinha defendendo uma implementação mais rápida.

Recentemente, ele afirmou que a redução deveria acontecer imediatamente.

Segundo o presidente:

“De 44 para 40 horas e fim de papo.”

Mesmo assim, o Congresso optou por uma regra de adaptação mais longa após negociações com setores empresariais.

Governo promete manter salários integrais

O texto discutido entre governo e Câmara prevê que não haverá qualquer redução salarial para os trabalhadores com o fim da escala 6×1.

Segundo Hugo Motta, esse ponto também foi tratado como prioridade absoluta nas negociações.

Na prática, trabalhadores terão:

  • Menor carga horária
  • Dois dias de descanso
  • Salário mantido integralmente

Projeto também mira mudanças para MEIs

Além da PEC, o governo discute medidas paralelas para reduzir possíveis impactos econômicos da mudança.

Uma das ideias envolve os microempreendedores individuais.

Hoje, os MEIs podem:

  • Contratar apenas um funcionário
  • Faturar até R$ 81 mil por ano

A proposta discutida prevê:

  • Ampliação do número de funcionários
  • Revisão do teto de faturamento
  • Maior formalização de empregos

Setor produtivo demonstra preocupação

Apesar do avanço da proposta, entidades empresariais seguem demonstrando preocupação com possíveis impactos.

Entre os principais pontos levantados estão:

  • Aumento de custos trabalhistas
  • Necessidade de novas contratações
  • Reorganização operacional
  • Ganhos de produtividade

Economistas também defendem que a redução da jornada seja acompanhada por aumento de eficiência no mercado de trabalho.

PEC pode avançar ainda nesta semana

O relator da proposta, Léo Prates, deve apresentar o parecer final ainda nesta segunda-feira.

A expectativa da Câmara é acelerar a tramitação:

  • Comissão Especial — votação prevista para terça
  • Plenário da Câmara — possível votação ainda nesta semana
  • Senado — próxima etapa da tramitação

Caso aprovada, a mudança poderá representar uma das maiores transformações trabalhistas no Brasil nas últimas décadas

 
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