FDR

Aumento de 22% no salário é liberado para quem trabalha mais de 40hs semanais

Aumento de 22% no salário é liberado para quem trabalha mais de 40hs semanais

Congresso debate redução da jornada de trabalho para 40 horas (Imagem: Reprodução / Google)

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais no Brasil ganha força no Congresso Nacional e traz um alerta importante do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo projeções, caso a proposta seja aprovada sem ajustes, trabalhadores que dedicam mais de 40 horas semanais à labuta podem ver seus salários aumentarem em até 22%.

A medida, que visa acabar com a escala 6×1 e garantir dois dias de descanso, já causa forte reação do setor empresarial.

Entidades ligadas ao comércio e à indústria alertam que o aumento nos custos operacionais pode ser significativo.

A FecomercioSP estima que a alteração na jornada de trabalho pode elevar o custo para as empresas em até 22%, impactando diretamente a folha de pagamento. 

O temor é que esse repasse acabe chegando ao bolso do consumidor final, com um possível aumento nos preços.

LEIA TAMBÉM: Escala 6×1: novas regras avançam com divisão estratégica no Congresso

A proposta, que tramita como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), tem enfrentado negociações intensas em Brasília.

O setor produtivo busca mecanismos de compensação e defende que a nova jornada seja aplicada apenas a contratos futuros ou acompanhada de incentivos governamentais para mitigar os impactos financeiros, especialmente para micro, pequenas e médias companhias.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta um aumento de até 21% nos custos salariais, com possibilidade de alta de 13% nos preços ao consumidor.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula um impacto negativo de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), o que representaria uma queda de 0,7% na economia brasileira.

Apesar da resistência, o governo federal articula para aprovar a proposta ainda neste semestre.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e outros representantes do governo têm participado de audiências públicas para debater o tema, enquanto alguns críticos empresariais classificam parte das objeções como “terrorismo econômico”. 

Estudos indicam que jornadas menores podem aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, além de reduzir acidentes de trabalho.

Para acompanhar o desenrolar deste caso e receber alertas de salário em tempo real, entre na nossa comunidade oficial do WhatsApp do FDR no link abaixo.

Sair da versão mobile