A Quaest, encomendada pelo banco Genial, iniciou nesta sexta-feira (06/03) uma nova rodada de entrevistas em todo o Brasil. O levantamento ocorre em um dos momentos mais turbulentos do ano, com o governo Lula tentando conter crises nas redes sociais e a oposição monitorando os desdobramentos de investigações que atingem nomes de peso do Centrão.

‘Caso Master’ e crise no INSS
(Imagem: Reprodução)
A corrida eleitoral para a Presidência da República ganha um novo e decisivo capítulo. Atualmente, o cenário é de polarização intensa. Certamente, o mercado financeiro aguarda os números com cautela, já que a pesquisa anterior mostrou uma desaprovação do governo Lula (49%) superando a aprovação (45%).
Dessa maneira, a Quaest vai testar sete cenários diferentes para o primeiro turno e diversas simulações de segundo turno. Portanto, o resultado servirá para confirmar se o viés de alta de Flávio Bolsonaro se mantém ou se Lula conseguiu estancar a estagnação.
Os nomes testados na pesquisa
Visto que a lista de candidatos está em fase de consolidação, a Quaest apresentará os seguintes nomes aos entrevistados:
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Lula (PT)
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Flávio Bolsonaro (PL)
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Ronaldo Caiado (União)
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Romeu Zema (Novo)
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Eduardo Leite (PSDB)
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Ratinho Junior (PSD)
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Aldo Rebelo (MDB)
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Renan Santos (MBL)
O fator STF e as crises políticas
Por outro lado, o questionário desta rodada traz uma novidade agressiva: perguntas diretas sobre a confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio ao “Caso Master”, que mira figuras do Judiciário e políticos como Ciro Nogueira e Antonio Rueda, a pesquisa quer entender se o eleitor levará em conta a postura dos candidatos em relação aos ministros da Suprema Corte.
Do lado esquerdo, a preocupação é a ligação de ‘Lulinha‘ com Antonio Carlos Antunes, conhecido como o ‘Careca do INSS’. Do lado direito, a sombra do Caso Master sobre aliados de Flávio Bolsonaro pode mexer na rejeição dos candidatos.]
O que dizia o último levantamento?
Dessa forma, os números de fevereiro servem como linha de base para a nova divulgação. Na última pesquisa, Lula liderava com 35%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro com 29%. A diferença de apenas seis pontos percentuais coloca a disputa em um patamar de “alerta vermelho” para o Palácio do Planalto.
Finalmente, vale ressaltar que a pesquisa custou R$ 466 mil e é considerada uma das mais precisas por ser realizada de forma presencial. Em resumo, o Brasil saberá na próxima quarta-feira se as crises recentes já alteraram a percepção do eleitorado.