A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) ─ ou “Novo RG” ─ já começou a substituir o antigo Registro Geral e deve alcançar todos os brasileiros até 2032.
A primeira via é gratuita para o cidadão. Contudo, o custo total do projeto pode chegar a R$ 12 bilhões, segundo estimativas baseadas em contratos públicos e projeções oficiais.

Esse valor inclui a emissão física do documento, sistemas biométricos, bancos de dados nacionais e infraestrutura digital. O investimento, entretanto, faz parte da estratégia de modernização e combate a fraudes no Brasil.
A CIN unifica o CPF como número único de identificação e permite acesso facilitado a serviços digitais do governo, incluindo plataformas como o Gov.br.
Quanto custa emitir a nova Carteira de Identidade Nacional?
O custo unitário da CIN varia conforme o estado e a tecnologia utilizada. Em média, o governo desembolsa entre R$ 60 e R$ 110 por documento.
Esse valor inclui desde o material físico até o processamento de dados biométricos.
| Item | Custo estimado |
|---|---|
| Material e impressão de segurança | R$ 35 a R$ 60 |
| Sistemas biométricos e processamento | R$ 10 a R$ 25 |
| Logística e atendimento | R$ 15 a R$ 30 |
| Custo total por documento | R$ 60 a R$ 110 |
Mesmo quando o cidadão não paga pela primeira via, o governo assume integralmente esse custo. Além disso, a segunda via costuma refletir o custo operacional real, podendo variar entre R$ 36 e R$ 110, dependendo do estado.
Por que o custo total pode chegar a R$ 12 bilhões
O valor elevado está diretamente ligado à dimensão do projeto. Afinal, a previsão é que cerca de 215 milhões de brasileiros recebam o novo documento até 2032.
Considerando um custo médio de aproximadamente R$ 50 por emissão, o gasto direto com impressão pode atingir entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões.
Esse cálculo inclui apenas a produção física dos documentos. Ainda existem despesas adicionais com:
- sistemas nacionais de identificação;
- banco de dados biométricos;
- integração digital com serviços públicos;
- manutenção da infraestrutura tecnológica.
O governo federal também destinou entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões anuais para modernizar institutos de identificação estaduais.

Por que o governo decidiu investir nesse novo documento
O principal objetivo da CIN é reduzir fraudes e modernizar o sistema de identificação nacional. Atualmente, fraudes com identidade geram prejuízos bilionários em benefícios sociais e serviços públicos.
Com o CPF como identificador único, o novo modelo dificulta duplicidade e falsificações.
Outro ponto importante envolve a digitalização dos serviços públicos. Ao emitir a CIN, o cidadão pode obter automaticamente níveis mais altos de verificação na conta Gov.br, facilitando acesso a diversos serviços online.
Desse modo, há a redução de filas, diminuição de custos operacionais e melhoria na eficiência do atendimento público.
O que muda para os brasileiros com a nova identidade
A nova Carteira de Identidade Nacional traz mudanças importantes no dia a dia. Entre os principais benefícios estão:
- número único válido em todo o país;
- integração com serviços digitais;
- maior segurança contra fraudes;
- validação por QR Code;
- substituição gradual do RG antigo.
O documento físico também pode ser acompanhado por uma versão digital, acessível pelo celular. Ademais, a expectativa é que, ao longo dos próximos anos, a CIN se torne o principal documento de identificação no Brasil.