O Governo Federal confirmou a antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para milhares de brasileiros. A medida, anunciada após as fortes chuvas que atingiram o Sudeste nesta semana, visa dar suporte imediato a idosos e pessoas com deficiência. O presidente Lula e o ministro Wellington Dias (MDS) garantiram que os recursos chegarão antes do cronograma oficial para ajudar na reconstrução das famílias atingidas.

(Imagem/Geração: FDR)
A prioridade do governo é garantir que o recurso chegue o quanto antes para quem mais precisa. Atualmente, a antecipação é válida para beneficiários residentes em cidades que tiveram o estado de calamidade reconhecido oficialmente, permitindo que o valor de um salário mínimo seja sacado sem a necessidade de esperar pelo final do NIS.
Dessa maneira, a região contemplada com a liberação antecipada é a Zona da Mata de Minas Gerais. Cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa já aparecem na lista de prioridades para o recebimento das parcelas de março de forma unificada.
Como funciona a antecipação do BPC?
Conforme as novas regras para situações de calamidade, o Governo Federal permite que o beneficiário antecipe uma parcela integral do BPC. Inclusve, se a necessidade for extrema, é possível solicitar a antecipação de uma segunda parcela, garantindo fôlego financeiro para repor bens e alimentos perdidos.
Regras e reembolso
- Valor: Antecipação de até uma mensalidade (R$ 1.518,00 em 2026);
- Reembolso: O valor é devolvido em até 36 meses, sem juros ou encargos;
- Carência: Os descontos no benefício só começam após 90 dias do recebimento;
- Onde solicitar: O titular deve procurar o banco onde recebe o benefício para assinar o Termo de Opção.
Unificação do Bolsa Família na Região
Atualmente, quem recebe o Bolsa Família nessas cidades mineiras também tem vantagem: o calendário foi unificado. Portanto, não é preciso seguir o escalonamento tradicional. O dinheiro estará disponível para todos os beneficiários das áreas atingidas logo no primeiro dia de pagamentos do mês.
Consequentemente, essa injeção de recursos ajuda a movimentar o comércio local e garante itens básicos de sobrevivência. Inclusve, o governo destinou R$ 20 mil para cada grupo de 50 pessoas desabrigadas para que as prefeituras possam estruturar acolhimentos dignos.
Finalmente, vale ressaltar que a medida é exclusiva para municípios com decreto de calamidade. Em resumo, o suporte de Lula na Zona da Mata busca evitar uma crise humanitária maior, garantindo que o dinheiro chegue com “velocidade e força” nas mãos dos mineiros.