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Quanto custava a patente da polilaminina? Saiba o que o Brasil perdeu

Manter uma patente internacional pode custar centenas de milhares de reais, e a falta desse pagamento pode levar à perda de direitos globais importantes. Recentemente, o caso da polilaminina, chamou a atenção após um trecho que circulou na internet e deixou uma dúvida: “o Brasil perdeu a patente?”

Poucos dias depois, o Laboratório Cristália, lançou uma nota, esclarecendo o que é real e falso em torno desse assunto.

Esse episódio, de todo modo, revela um detalhe pouco conhecido, e com impacto direto no futuro de descobertas científicas brasileiras.

polilaminina em um frasco na mão de um cientista com luva de borracha
Quanto custava a patente da polilaminina?  ─ Imagem: Reprodução

Quanto custa manter uma patente internacional

O custo de uma patente internacional não é fixo, pois depende do número de países onde o inventor deseja proteção. No caso da polilaminina, o valor estimado era de aproximadamente:

Tipo de custo Valor estimado
Taxas internacionais iniciais R$ 200 mil a R$ 300 mil
Traduções técnicas obrigatórias R$ 100 mil a R$ 200 mil
Taxas de manutenção e extensão R$ 300 mil a R$ 500 mil
Total aproximado R$ 800 mil

Esses valores, entretanto, incluem registros em múltiplas jurisdições, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

Sem esse pagamento, a patente perde validade fora do país de origem.

⚠️A PATENTE INTERNACIONAL É DO BRASIL

“O Laboratório Cristália informa que solicitou, em 2022, a patente nacional e em 2023, internacional do processo de extração, purificação e polimerização do produto Polilaminina”

[…] Como todas as patentes, as relativas ao processo de extração, purificação e polimerização da Polilaminina têm validade de 20 anos, vencendo em 2042 a patente nacional e em 2043 a internacional”


Fonte: Cristália

O que acontece quando não ocorre o pagamento?

Quando a manutenção internacional não é paga dentro do prazo, a consequência é direta: a proteção deixa de existir nesses territórios. Então, na prática:

Esse foi exatamente o caso da polilaminina. Apesar disso, está tudo certo com a patente nacional dentro do Brasil.

cristália ─ laboratório 100% brasileiro

“O Cristália é um laboratório 100% brasileiro, que investe cerca de 6% do faturamento anual em PD&I, o que já possibilitou a conquista de outras 130 patentes nacionais e internacionais.

Conforme já informado, assim que a Polilaminina obtiver o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Cristália a oferecerá ao SUS e aos hospitais particulares.”


Fonte: Cristália

O impacto financeiro que pode surgir de uma patente bem mantida

Patentes internacionais permitem que universidades e empresas recebam royalties por décadas. Esses ganhos podem incluir, assim:

Uma única patente bem explorada, aliás, pode gerar bilhões em receitas ao longo do tempo.

Um frasco de polilaminina (no rótulo está escrito "Laminina")
Quanto custava a patente da polilaminina? ─ Imagem: Reprodução

O que esse caso revela sobre ciência e investimento

O caso mostra que o custo de manter uma patente internacional pode ser alto para instituições públicas. Porém, é pequeno comparado ao potencial econômico e científico.

Ele também evidencia um desafio recorrente: descobertas inovadoras podem perder espaço global não por falta de mérito, mas por falta de financiamento.

Mesmo assim, os testes clínicos em andamento no Brasil, mostra a possibilidade da polilaminina se tornar um avanço importante na medicina.

E você pode ver mais informações sobre esta novidade e outras, por aqui mesmo, entre nossas atualizações diárias do FDR!

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