
(Imagem: FDR)
VITóRIA DA CONQUISTA, BA — Fechar as contas doo começo do ano pode ser desafiador, por isso muita gente recorre ao empréstimo. Antes de você também fazer isso precisa ficar atento a um ponto importante que pode acabar dobrando sua dívida.
Antes de assinar qualquer documento neste fim de semana, entenda o que é o C.E.T. e como ele esconde os verdadeiros custos do seu crédito.
O “Vilão” Oculto: Por que a conta não fecha?
O grande segredo que os bancos não destacam é o Custo Efetivo Total (CET). Geralmente, o consumidor é atraído por uma taxa de juros de 1,5% ou 2% ao mês. Porém, ao final do contrato, percebe que o montante pago é astronômico.
Isso acontece porque o juro é apenas uma parte da conta. O CET envolve tudo o que o banco te cobra, por exemplo:
- Taxas Administrativas: Tarifas de cadastro e abertura de crédito.
- Seguro Prestamista: O famoso seguro “embutido” que garante a quitação em caso de desemprego, mas que gera juros sobre juros.
- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): Quando o imposto é financiado junto com o valor principal, você paga juros sobre o próprio imposto.
As 5 ciladas que você deve evitar em 2026
1. A armadilha do seguro “embutido”
Muitas vezes, o banco condiciona a liberação do dinheiro à contratação de um seguro. Fique atento: venda casada é crime. Você tem o direito de escolher se quer o seguro e em qual seguradora deseja contratar. Em 2026, com o crédito mais rigoroso, essa prática tem se tornado comum para “disfarçar” juros mais altos.
2. O perigo da Capitalização Diária
Verifique se os juros são capitalizados mensalmente ou diariamente. Na capitalização diária, o saldo devedor cresce a cada 24 horas, o que acelera o efeito “bola de neve”, especialmente em casos de atraso de apenas um ou dois dias.
3. Depósito antecipado? É GOLPE!
Em janeiro, cresce o número de falsas empresas de crédito. Lembre-se: nenhuma instituição financeira autorizada pelo Banco Central solicita depósito antecipado para liberar empréstimo. Se pedirem taxas de cartório, avalista ou “seguro liberação”, encerre o contato imediatamente.
4. A “Parcela que cabe no bolso”
O banco sempre oferecerá o prazo mais longo possível (ex: 48 ou 60 meses) para que a parcela pareça barata. No entanto, quanto maior o prazo, maior a incidência de juros compostos. Em 2026, prefira prazos curtos, mesmo que exijam um esforço maior mensal, para não pagar dois carros ao comprar um, ou dois empréstimos ao pegar um; conheça as opções de empréstimo.
5. A falta de simulação de amortização
Por lei, o consumidor tem direito ao desconto proporcional dos juros se antecipar o pagamento das parcelas. Antes de contratar, pergunte como funciona o processo de antecipação pelo aplicativo. Se o banco dificultar esse acesso, procure outra instituição.
Como comparar e economizar?
A regra de ouro em 2026 é: não compare juros, compare o CET. Peça a planilha descritiva de custo de dois ou três bancos. A instituição que apresentar o menor CET anual é a que realmente respeita o seu bolso. O FDR já comparou os principais empréstimo e explica qual tem amelhor taxa.

