
(Imagem: Geração: I.A.)
VITóRIA DA CONQUISTA, BA — Especialista reforça a importância de experiências ricas durante o recesso e dá cinco dicas preciosas para curtir as férias e ampliar o aprendizado brincando.
As férias escolares e o calor do verão trazem um desafio comum: como manter os filhos ativos sem transformar o descanso em uma ‘lição de casa’ sem fim? Para Filipe Couto, Diretor Pedagógico do Colégio pH, o segredo está justamente em equilibrar descanso, experiências reais e estímulos significativos que ampliem o repertório, sem cair na tentação de “escolarizar” as férias.
“Não é necessário ter medo de que a criança ‘perca o que aprendeu’. Pelo contrário: o cérebro precisa de pausas e de outros estímulos para consolidar os aprendizados”, explica o diretor. Segundo ele, as férias não devem ser encaradas como um período para revisar matéria, mas como uma oportunidade de viver experiências amplas, afetivas e culturais. “Manter a criança conectada ao pedagógico não significa fazer dever de casa. Significa mantê-la curiosa, vivenciando aprendizados significativos no mundo real”, afirma ele.
É justamente nas férias em que as experiências concretas reforçam o que foi aprendido ao longo do ano. Se a turma estudou plantas, uma visita ao Jardim Botânico pode aprofundar o conteúdo; se discutiu escravidão, um passeio ao Cais do Valongo é uma boa dica de programação e amplia sentidos; e se leu um livro marcante, por exemplo, uma ida à biblioteca fortalece o hábito.
Além disso, o diretor destaca que as férias são também um período de convivência e formação cidadã:
“Atividades cotidianas como ajudar na cozinha, arrumar a cama ou participar da organização da casa também desenvolvem autonomia, responsabilidade e cuidado coletivo — aprendizagens tão importantes quanto as acadêmicas”.
A seguir, dicas práticas para apoiar famílias durante o período de férias, com sugestões específicas para crianças pequenas e para adolescentes:
Sugestões para crianças do Ensino Fundamental 1
1. Experiências reais conectadas ao que aprenderam na escola:
- Reforce conteúdos visitando museus, parques, jardins e locais históricos.
- Transforme passeios em conversas: o que viram? O que lembraram? O que descobriram?
2. Momentos de leitura curtos e frequentes
- Reserve 20 a 30 minutos, duas ou três vezes por semana. Leitura compartilhada vale muito: leia com a criança, depois conversem sobre a história.
- Mostre utilidade real: peça para ela ler o cardápio, placas, nomes de ruas, listas de compras.
3. Tédio faz bem
- Não preencha toda a agenda. O tédio favorece criatividade, imaginação e autonomia.
- Deixe materiais disponíveis: lápis, papéis, massinhas, blocos de montar, tintas.
4. Telas com sentido — não proibição
- O foco não é só limitar o tempo de tela, mas qualificar o conteúdo.
- Combine: “telas depois da leitura, banho ou alguma atividade da rotina”.
- E sempre converse sobre o que a criança assistiu.
5. Participação na logística da casa
- Atividades pequenas desenvolvem responsabilidade: arrumar a mesa, recolher o lixo, ajudar no preparo de lanches, regar plantas, cuidar do animal de estimação.
Sugestões para adolescentes:
1. Explorar novos hobbies e habilidades
- Aprender um instrumento, praticar um novo esporte, testar culinária, fotografia, desenho ou programação.
- A aquisição de um novo hábito estimula neuroplasticidade, foco e repertório cultural.
2. Incentivar leituras que fogem da escola
- Literatura juvenil, biografias, ficção científica, HQs ou temas de interesse pessoal.
- Manter o diálogo após a leitura ajuda a desenvolver pensamento crítico.
3. Dialogar sobre telas e combinar limites conscientes
- Estabeleça com o adolescente regras combinadas e flexíveis.
- Proponha equilíbrio entre esportes, lazer ao ar livre e tecnologia.
4. Criar momentos de autonomia
- Permita que escolham passeios, façam parte do planejamento das férias e assumam pequenas responsabilidades.
- Isso fortalece independência, organização e tomada de decisão, descubra as melhores praias para conhecer neste ano.
5. Vivências culturais e urbanas para além da praia!
- Visitas a museus, rodas culturais, peças de teatro, exposições, cinemas de rua e sessões de filmes legendados ampliam repertório e visão de mundo.
As férias são um período potente de desenvolvimento, tanto emocional, cognitivo, social e cultural, como reforça Filipe Couto: “O que mais fortalece o desenvolvimento infantil e juvenil é uma convivência rica, com espaço para brincar, explorar, conversar e descansar de verdade”.
Boas Férias!
Colaboração do Colégio pH.

