SALESóPOLIS, SP — Planejando mudar de casa ou renovar seu contrato? Prepare o bolso. O mercado imobiliário brasileiro encerrou o ano de 2025 com uma valorização expressiva nos novos contratos de locação.

(Foto: I.A)
Segundo dados do Índice FipeZAP, divulgados nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026), o preço do aluguel residencial subiu 9,44% em 2025 — um aumento que representa mais que o dobro da inflação oficial (IPCA), que fechou em 4,26%.
Neste artigo, detalhamos quais são as cidades que lideram o ranking de custos e o que esperar do mercado para o primeiro semestre de 2026.
O Panorama do Aluguel em 2025
Embora a alta de 9,44% tenha sido menor do que a registrada em 2024 (13,50%), o ganho real para os proprietários foi de 4,97% acima da inflação.
Economistas apontam que a força do mercado de trabalho e o aumento do poder aquisitivo da população, impulsionado pela baixa taxa de desemprego (5,2%), sustentaram esses reajustes.
Ranking: As 10 Cidades Mais Caras para Alugar (Preço por m²)
Se você busca morar em centros urbanos ou polos tecnológicos, o custo por metro quadrado pode ser um desafio. Confira a lista das cidades com o valor médio de locação mais elevado, baseada em anúncios de apartamentos prontos:
- Barueri (SP): R$ 70,35/m²
- Belém (PA): R$ 63,69/m²
- São Paulo (SP): R$ 62,56/m²
- Recife (PE): R$ 60,89/m²
- Florianópolis (SC): (Posição de destaque no ranking geral)
- Rio de Janeiro (RJ): (Valores seguem entre os maiores do país)
- Vitória (ES): (Registrou alta de 15,46% no ano)
- Aracaju (SE): (Alta de 16,73% no ano)
- Curitiba (PR): (Valores em ascensão constante)
- Belo Horizonte (MG): (Mantém-se no topo das capitais)
Destaques Regionais
- Barueri (SP): Lidera o ranking nacional. Alugar um apartamento de 50m² na cidade custa, em média, R$ 3.517,50.
- Belém (PA): Tornou-se a capital mais cara do Brasil para locação, superando inclusive São Paulo.
- Maiores Altas: Teresina liderou o crescimento percentual no ano, com um salto de 21,81% nos preços.
Onde o aluguel ficou mais barato?
Para quem busca economia, a pesquisa trouxe poucas exceções de queda. Apenas duas das 36 cidades monitoradas registraram recuo nos preços em 2025:
- Campo Grande (MS): Queda de 4,36%.
- São Jose (SC): Queda de 3,10%.
- Pelotas (RS): Continua sendo a cidade com o metro quadrado mais barato entre as monitoradas (R$ 22,42/m²).
Tendências para 2026: O que esperar?
Especialistas do Grupo OLX indicam que o cenário de reajustes acima da inflação deve continuar no primeiro semestre de 2026, embora em ritmo mais lento. Dois fatores principais devem manter a demanda aquecida:
- Aumento do Salário Mínimo: Reajustes acima da inflação dão fôlego ao orçamento familiar.
- Mudanças no Imposto de Renda: A nova faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar mais liquidez no mercado consumidor.

