
(Imagem: Geração/FDR)
VITóRIA DA CONQUISTA, BA — O Governo Federal dá um passo decisivo nesta quarta-feira (14/01) para tirar a Reforma Tributária do papel. O presidente Lula envia ao Congresso o Projeto de Lei que cria o Comitê Gestor do IBS e a inédita Plataforma Digital da Reforma, ferramenta que será o “cérebro” da arrecadação no Brasil.
Embora o impacto nos preços seja gradual, a estrutura que monitora cada centavo do seu consumo começa a ser erguida agora.
O que é a nova plataforma digital?
A plataforma anunciada é um sistema unificado que integrará os dados de estados e municípios. Ela será responsável por:
- Calcular o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) de forma automática;
- Garantir que o imposto pago em uma cidade não seja cobrado novamente em outra (fim da cumulatividade);
- Gerenciar o sistema de Cashback, que devolverá impostos para famílias de baixa renda.
Por que o governo está agindo agora?
O envio do projeto neste dia 14 de janeiro é estratégico. O governo precisa que o Comitê Gestor esteja operacional ainda em 2026 para que o período de testes do novo sistema comece sem erros. Para o contribuinte, isso significa que a fiscalização será muito mais tecnológica e eficiente.
Entenda de uma vez a Reforma Tributária e como ele pode afetar o seu bolso.
Como isso impacta você hoje?
Na prática, você não sofre uma alteração de alíquota amanhã, mas o Fisco começa a desenhar o rastreamento do seu consumo
- Transparência: A plataforma exigirá que as empresas detalhem cada vez mais as notas fiscais
- Preparação para o Cashback: A integração com o CadÚnico e o CPF na nota passa a ser a base para quem quer receber dinheiro de volta no futuro.
- Fim da burocracia para empresas: Para quem empreende, a nova plataforma promete reduzir horas gastas com papelada tributária.
A “mudança no bolso” que começa amanhã é o início da vigilância digital sobre os novos impostos. O governo quer garantir que, quando o IVA entrar em vigor plenamente, o sistema já saiba exatamente quem deve pagar e quem deve receber o cashback.
Com informações oficiais do Planalto.

