
classe sem perder benefícios
(Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR)
VITóRIA DA CONQUISTA, BA — O Brasil atingiu em 2024 o seu maior nível histórico de ascensão social. Segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), baseado em dados da Pnad Contínua, 17,4 milhões de pessoas deixaram a base da pirâmide e passaram a integrar as classes A, B e C nos últimos dois anos. O volume de pessoas que ascenderam socialmente é comparável à população inteira do Equador.
O levantamento aponta que o ritmo dessa mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado do que o observado no período de bonança entre 2003 e 2014. Atualmente, a soma das classes A, B e C representa 78,18% da população brasileira.
O motor da mudança: Trabalho e Regra de Proteção
De acordo com Marcelo Neri, diretor da FGV Social e autor do estudo, o principal combustível para essa subida foi a renda gerada pelo trabalho.
Um ponto crucial destacado pelo estudo é o papel estratégico das políticas sociais. Cerca de 13 a 14 pontos percentuais desse crescimento vieram de famílias que recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
“A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média”, afirmou Neri, segundo o MDS.
Essa regra permite que o beneficiário consiga um emprego formal e continue recebendo parte do auxílio, garantindo uma transição segura para a classe média (Classe C).
Retrato das Classes Sociais em 2024
O estudo organiza a população de acordo com o poder de consumo e estabilidade financeira. Confira os números atuais:
- Classe C (Classe Média): Concentra a maioria absoluta do país, com 60,97% da população.
- Classes A e B (Alta Renda): Somam 17,21%.
- Classes D e E: Atingiram os menores níveis da história, registrando 15,05% e 6,77%, respectivamente.
Entenda melhor o que é classe média no Brasil e descubra se você faz parte dela.
Integração entre auxílio e emprego
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, reforçou que o crescimento econômico acima de 3% ao ano tem aberto portas para pequenos negócios e empregos com carteira assinada. Segundo o ministro, a estratégia é que o dinheiro chegue às mãos dos mais pobres para impulsionar o consumo local e, consequentemente, a economia do país.
Dica de Ouro do FDR:
Se você recebe o Bolsa Família e tem medo de aceitar um emprego e “perder tudo”, lembre-se da Regra de Proteção citada no estudo da FGV. Ela garante que você mantenha 50% do benefício por até dois anos se a renda por pessoa da família subir até meio salário mínimo. É essa segurança que está permitindo que milhões de brasileiros assinem a carteira de trabalho sem medo.
Você sentiu que o seu poder de compra melhorou nos últimos dois anos ou ainda está difícil chegar à classe média? Comente abaixo sua realidade e compartilhe sua história de ascensão com a gente!

