SALESóPOLIS, SP — Com a virada de ano, os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e futuros requerentes precisam estar atentos a uma mudança crucial na segurança e identificação federal.

(Foto: Jeane de Oliveira/FDR)
Em 2026, a emissão do RG no novo formato — a Carteira de Identidade Nacional (CIN) — tornou-se a principal aliada de idosos e pessoas com deficiência que buscam garantir o acesso ao auxílio mensal de R$ 1.621.
O novo valor do BPC, que acompanha o salário mínimo reajustado em janeiro de 2026, agora está diretamente condicionado à regularização biométrica dos cidadãos.
Por que a emissão do RG (CIN) é obrigatória para o BPC?
O Governo Federal, por meio do INSS, estabeleceu um cronograma gradual que exige a biometria para a concessão e manutenção de benefícios sociais.
A CIN (Carteira de Identidade Nacional) utiliza o CPF como número único e inclui a coleta obrigatória de impressões digitais e reconhecimento facial, servindo como a “base de dados oficial” para evitar fraudes.
A partir de 1º de maio de 2026, quem solicitar um novo benefício e não possuir registro biométrico em outros documentos (como CNH ou Título de Eleitor) será obrigado a realizar a emissão do RG no novo modelo para dar andamento ao pedido.
Cronograma de exigências da Biometria:
- Desde 21 de novembro de 2025: Novos pedidos de BPC e aposentadorias já exigem biometria cadastrada (CIN, CNH ou TSE).
- 1º de maio de 2026: A CIN passa a ser obrigatória para quem não tem nenhum outro registro biométrico.
- 1º de janeiro de 2028: A CIN será o único documento biométrico aceito para qualquer serviço no INSS.
Passo a passo para emitir a CIN e garantir o auxílio
Para quem ainda utiliza o modelo antigo de identidade e precisa solicitar o BPC de R$ 1.621, o processo de emissão do RG deve seguir estes passos:
- Agendamento: Procure o órgão de identificação do seu estado (como Poupatempo em SP, DETRAN em outros estados ou postos da Polícia Civil). O agendamento costuma ser feito via site ou aplicativo oficial do governo estadual.
- Documentação: Leve sua Certidão de Nascimento ou Casamento e o CPF (obrigatório).
- Coleta de Dados: No local, será feita a foto e a coleta das digitais. Este processo alimenta o sistema federal que o INSS consulta automaticamente.
- Acesso Digital: Assim que o documento físico for emitido, a versão digital estará disponível no aplicativo Gov.br, já validada para o uso junto ao INSS.
Quem está dispensado da biometria em 2026?
O INSS prevê exceções para garantir que o auxílio chegue a quem realmente precisa, mesmo com dificuldades técnicas:
- Idosos com mais de 80 anos: Não são obrigados a realizar o novo cadastro se possuírem documento válido.
- Pessoas com dificuldade de locomoção: Desde que comprovado por laudo médico.
- Moradores de áreas remotas: Populações ribeirinhas ou de difícil acesso atendidas por unidades móveis.
Importante: Se você já recebe o BPC e for convocado para atualização, não ignore o chamado. A falta de biometria pode levar à suspensão temporária do pagamento até que a regularização seja feita.

