Cesta Básica: Preço de itens essenciais como arroz e café registra queda em 9 capitais

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VITóRIA DA CONQUISTA, BA — Uma boa notícia para o orçamento das famílias brasileiras encerrou o ano de 2025. Segundo levantamento conjunto da Conab e do DIEESE divulgado nesta quinta-feira (08/01), o preço de itens fundamentais como leite, arroz, açúcar, café e óleo de soja apresentou redução em diversas regiões do país durante o mês de dezembro.

Embora o valor total da cesta básica tenha subido em 17 capitais, nove cidades registraram queda no custo dos alimentos, trazendo um alívio pontual para o bolso do consumidor.

Os vilões que ficaram mais baratos

A queda nos preços foi impulsionada por produtos que pesam muito no carrinho de compras. Confira os principais destaques:

  • Arroz Agulhinha: Caiu em 23 das 27 capitais. As maiores reduções foram em Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%). O recuo se deve à menor exportação e à demanda retraída no varejo.
  • Leite Integral: O preço baixou em 22 capitais, com destaque para Curitiba (-5,61%), graças ao aumento da oferta interna e importações.
  • Óleo de Soja: Ficou mais barato em 17 cidades, com destaque para Belo Horizonte (-6,68%), influenciado pela maior oferta global de soja.
  • Café em Pó: Registrou queda em 20 cidades, motivada por incertezas nas exportações para os Estados Unidos.
  • Açúcar: Teve redução em 21 capitais, com destaque para Teresina (-5,94%).

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Ranking das Capitais: Onde é mais caro e mais barato?

O estudo revela uma disparidade acentuada entre as regiões brasileiras:

  • Cestas mais caras: São Paulo lidera o ranking (R$ 845,95), seguida por Florianópolis (R$ 801,29) e Rio de Janeiro (R$ 792,06).
  • Cestas mais baratas: Aracaju apresenta o menor custo médio (R$ 539,49), seguida por Maceió (R$ 589,69) e Porto Velho (R$ 592,01).

Salário Mínimo vs. Custo de Vida

O levantamento traz um dado alarmante sobre o poder de compra. Em dezembro de 2025, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.106,83 — o que equivale a 4,68 vezes o piso vigente de R$ 1.518,00.

Na média das 27 capitais, o trabalhador que ganha um salário mínimo precisou trabalhar cerca de 98 horas e 41 minutos apenas para comprar os alimentos básicos, comprometendo 48,49% do seu rendimento líquido (após o desconto da Previdência).

Dica de Ouro do FDR:

Apesar da queda em alguns itens, a variação entre as capitais é grande. A orientação para o consumidor neste início de 2026 é priorizar marcas regionais e aproveitar as promoções de “hortifrúti” e “limpeza” que as redes de supermercados costumam fazer no meio da semana, já que o comprometimento da renda com a comida ainda beira os 50%.

Você sentiu essa queda nos preços no supermercado da sua região ou as compras continuam pesando no bolso? Comente abaixo qual item está mais caro na sua cidade e compartilhe esta análise!

Baseado em informações oficiais do Governo Federal.

Jamille NovaesJamille Novaes
Jamille Novaes é Bacharel em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e redatora especializada em economia popular, programas sociais e finanças pessoais, com foco em traduzir temas complexos para o dia a dia do brasileiro. Atua na produção de notícias e guias práticos sobre INSS, Bolsa Família, PIS/Pasep, FGTS, Imposto de Renda e oportunidades de renda extra, sempre com base em informações oficiais e atualizações verificadas. 📧Contato editorial: jamillepereira@gridmidia.com