A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda de diversos suplementos alimentares no Brasil.
A decisão surpreendeu consumidores e lojistas. A medida, entretanto, atinge produtos populares como whey protein, cápsulas naturais e óleos vegetais.
A ordem, inclusive, vale em todo o território nacional.
Então, a comercialização, fabricação, importação e propaganda dos itens listados estão oficialmente proibidas.
O que motivou a nova suspensão da Anvisa?
A Anvisa identificou uma série de irregularidades sanitárias durante processos de fiscalização. Entre os principais problemas encontrados, por exemplo, estão:
- Falta de registro sanitário junto à agência
- Ausência de licença para fabricação dos produtos
- Rótulos sem informações obrigatórias ao consumidor
- Propaganda com promessas terapêuticas proibidas
Além disso, alguns suplementos eram vendidos como “naturais” ou “medicinais” sem comprovação científica. Esse tipo de alegação, porém, é ilegal quando se trata de alimentos.
Outro ponto crítico foi a ausência de identificação do fabricante em alguns produtos. Afinal, a prática impede o rastreamento em caso de efeitos adversos.
Quais produtos foram atingidos?
A decisão da Anvisa envolve suplementos de diferentes categorias, mas com marcas e nomes de produtos bem definidos. Assim, entre os principais alvos estão:
Suplementos de proteína em pó Whey Isolate Protein Mix, da marca Proteus. Eles são comercializados pela empresa Unlimited Alimentos e Suplementos SLU Ltda. – todos os lotes foram suspensos e devem ser recolhidos.
Suplementos e óleos da marca Bugroon, produzidos pela Bugroon Raízes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda.. A Anvisa determinou o recolhimento de:
- Óleo de Menta Piperita Bugroon
- Óleo de Sucupira Bugroon
- Óleo de Copaíba Bugroon
- Ginkocen Bugroon (suplemento em cápsulas)
- Calmom Bugroon (suplemento em cápsulas)
- Catux Bugroon (suplemento em cápsulas)
- Unaro Moringa Bugroon (suplemento em cápsulas)
- Neuralfocus Bugroon (suplemento em cápsulas)
- Contradô Bugroon (suplemento em cápsulas)
Suplementos da CentralSul Nutracêuticos Ltda., que tiveram a propaganda suspensa por alegações terapêuticas não permitidas. Entre os produtos citados pela Anvisa estão:
- Protocolo Harmony
- Fumo Zero
- Regulare OZ
- Vita Sênior
- Vigraplus
- Energy Focus
- Flex Burn
Nesses casos, a Anvisa determinou a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso. Assim também houve o recolhimento dos lotes já colocados no mercado.
Em alguns casos, todos os lotes foram suspensos. Em outros, a punição recai sobre a propaganda enganosa, mesmo quando o produto ainda está à venda.
Além disso, a agência também proibiu anúncios em redes sociais, sites e marketplaces. A fiscalização agora inclui o ambiente digital.
O que muda para o consumidor?
A orientação é clara: quem comprou produtos incluídos na lista deve interromper o uso imediatamente. Isso vale mesmo para quem não sofreu sintomas.

Caso o consumidor ainda possua o item, a recomendação é:
- Solicitar reembolso ao vendedor
- Guardar nota e comprovação da compra
- Denunciar vendas irregulares à Anvisa ou ao Procon
Além disso, a agência reforça que suplementos só devem ser adquiridos de fabricantes e lojas regularizadas.
Por que a Anvisa está agindo com mais rigor?
Nos últimos meses, a Anvisa intensificou a fiscalização de alimentos, cosméticos e suplementos. O aumento nas vendas pela internet ampliou os riscos de fraudes.
Produtos sem controle sanitário, aliás, podem conter:
- Contaminação microbiológica
- Dosagens incorretas
- Substâncias não declaradas no rótulo
- Compostos que oferecem risco à saúde
Portanto, a agência vem adotando postura mais rígida. A meta é proteger o consumidor e reduzir a circulação de itens fora da lei.

Como evitar prejuízos e riscos?
Antes de comprar qualquer suplemento, o consumidor deve:
- Verificar se a empresa é regular na Anvisa
- Desconfiar de promessas “milagrosas”
- Conferir rótulo, CNPJ e fabricante
- Evitar compras por redes sociais sem nota fiscal
Por fim, em caso de maiores dúvidas, você também pode consultar a regularidade do produto diretamente no site da Anvisa.

