A Black Friday está cada vez mais perigosa para quem compra online. Além dos descontos reais, cresce também o número de golpes feitos com Inteligência Artificial (IA), capazes de enganar até consumidores experientes. Por isso, consumidores precisam redobrar a atenção neste período.
Atualmente, vídeos falsos, lojas clonadas e vozes realistas fazem parte de um novo tipo de fraude que, além de sofisticado, se espalha rapidamente nas redes. Segundo levantamento do Reclame AQUI, 63% dos consumidores não sabem identificar golpes feitos com IA.
Desse modo, o risco de prejuízos financeiros e roubo de dados pessoais cresce de forma preocupante.
Como a Inteligência Artificial está sendo usada em golpes na Black Friday?
Nos últimos anos, a IA passou a ser uma aliada dos criminosos digitais. Assim, com poucas ferramentas e baixo custo, golpistas conseguem criar materiais extremamente convincentes para enganar o público.
Atualmente, os principais formatos de fraude incluem:
- Anúncios com aparência profissional, idênticos aos de grandes marcas;
- Sites falsos com layout quase igual ao original;
- Vídeos deepfake usando pessoas famosas;
- Vozes clonadas para aplicar golpes por ligação;
- Robôs de atendimento que simulam conversas humanas.
Além disso, as ofertas são espalhadas por redes sociais, SMS e WhatsApp.
Ao mesmo tempo, criminosos usam expressões como “últimas unidades” para gerar urgência e precipitar decisões.
3 dicas essenciais para não cair em golpes na Black Friday
1) Verifique a reputação da loja
Antes de comprar, consulte a empresa no Reclame AQUI. Assim, você consegue identificar se a loja é confiável.
Dê preferência a empresas que apresentem:
- Selo RA1000;
- Reputação “Bom” ou “Ótimo”;
- Histórico consistente de atendimento ao consumidor.
Caso não haja registros, então, o risco tende a ser maior.
2) Desconfie de descontos irreais
O truque da “metade do dobro”, infelizmente, continua em alta. Portanto, antes de confiar em uma promoção:
- Consulte comparadores de preço;
- Analise o histórico do valor do produto;
- Verifique se o desconto é compatível com o mercado.
Se a oferta parece exagerada, provavelmente não é real.

3) Não clique em links enviados por mensagem
Embora pareçam inofensivos, links enviados por WhatsApp, SMS ou redes sociais são perigosos.
Nesse caso:
- Não clique imediatamente;
- Copie o link;
- Use ferramentas de verificação;
- Confirme o endereço oficial da loja manualmente.
Desse modo, você reduz significativamente o risco de cair em outra fraude.
Por que tantos consumidores caem em golpes digitais?
Principalmente porque os crimes exploram o emocional. Enquanto isso, os criminosos se aproveitam da:
- Ansiedade por perder ofertas;
- Confiança em marcas conhecidas;
- Pressa nas decisões;
- Falta de verificação.
Além disso, as fraudes atuais são altamente realistas. Hoje, não existem mais erros evidentes, o que torna a detecção muito mais difícil. Por isso, especialistas alertam que é melhor desconfiar da oferta antes mesmo de confiar no site.
O que fazer se cair em um golpe na Black Friday?
Se perceber que foi enganado, então:
- Avise imediatamente o banco;
- Registre ocorrência online;
- Troque senhas;
- Denuncie a página falsa;
- Registre reclamação.
Assim, é possível reduzir danos e recuperar parte do prejuízo.
Portanto, a Black Friday exige mais cautela do que nunca. Com a chegada da IA ao crime digital, decisões impulsivas ficaram ainda mais perigosas.
Desse modo, a melhor defesa envolve três pilares: verificar, desconfiar e pesquisar.
Por fim, não basta procurar descontos. É essencial preservar seus dados e seu dinheiro.

