SALESóPOLIS, SP — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidou um apoio de peso para enfrentar desafios internacionais impostos por Donald Trump. No início deste mês o presidente dos Estados Unidos autorizou a cobrança de 50% sobre produtos de exportação vendidos pelo Brasil.
(Foto: I.A/Sora)
Esse novo parceiro estratégico é a China, que manifestou a intenção de unir forças com o Brasil. A aliança tem como objetivo resistir a intimidações externas e fortalecer o BRICS, que reúne também Rússia, Índia e África do Sul.
Em uma publicação na rede social X nesta sexta-feira (29), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que o país está disposto a se unir ao Brasil.
“O Ministro da Fazenda chinês, Wang Yi, conversou por telefone com o Ministro da Fazenda brasileiro, Mauro Vieira. Em meio às complexas mudanças na atual conjuntura internacional, a China está disposta a fortalecer a coordenação com o Brasil e a unir forças com os países do Brics para resistir ao unilateralismo e às práticas de intimidação”, disse Jian, sem mencionar diretamente os EUA.
Razões para a China querer se aliar ao Brasil
A reação sino-brasileira vai além de interesses estratégicos. Os dois países buscam um reequilíbrio global, promovendo um contrapeso às potências tradicionais.
Isso abre espaço para o crescimento econômico e político de ambas as nações, sugerindo um novo paradigma internacional, onde o Sul Global começa a despontar.
Apesar das críticas internas às suas políticas econômicas e sociais, Lula encontra na China um parceiro influente.
Este apoio pode facilitar investimentos cruciais em infraestrutura e tecnologia, setores onde o Brasil almeja progresso. Essa colaboração também oferece maior autonomia nas decisões de política externa.
“A China está pronta para trabalhar com o Brasil para fortalecer a confiança mútua estratégica, apoiar-se mutuamente com firmeza, acelerar a implementação dos importantes entendimentos comuns alcançados pelos dois chefes de Estado e aprofundar a cooperação prática em diversas áreas entre os dois países”, diz o comunicado no site do ministério chinês.