Compras em sites internacionais aumentam 20% em 10 estados; veja a lista

A Shopee, a Shein e AliExpress, empresas chinesas, se popularizaram entre os brasileiros nos últimos anos. Nas plataformas online, é possível comprar de eletrodomésticos a roupas. Porém, nesta terça-feira (01/04), novas regras entram em vigor para as compras internacionais e aumentam 20% em dez estados. Entenda! 

Compras em sites internacionais aumentam 20% em 10 estados; veja a lista
Imagem: Reprodução

 

Segundo o Poder360, a alíquota do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre as compras internacionais de até US$3.000 subirá de 17% para 20% em 10 estados. 

Os estados que mudaram a alíquota são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

A decisão dos governos estaduais foi tomada em dezembro do ano passado para uniformizar as alíquotas do ICMS sobre essas mercadorias importadas por pessoas físicas em 20%. O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) disse que a decisão foi tomada por ampla maioria. 

Como funcionará a tributação com a nova alíquota do ICMS em sites internacionais? 

Para compras de até US$ 50:

  • Imposto de importação: 20% (imposto federal, administrado pela Receita Federal).

  • ICMS: 20% (imposto estadual, repassado aos cofres do Estado do comprador).

Para compras acima de US$ 50:

  • Imposto de importação: 60% (imposto federal, administrado pela Receita Federal).

  • ICMS: 20% (imposto estadual, repassado aos cofres do Estado do comprador).

Desconto previsto:

  • Um desconto de US$ 20 sobre o valor do imposto de importação.

Além da cobrança do tributo estadual, os consumidores também enfrenram, pelo menos, 20% do Imposto de Importação do governo federal sobre essas mercadorias. A taxação mínima é para as compras de até US$ 50. 

O mercado deve sofrer com uma redução nas compras com o aumento do imposto em sites internacionais? 

Segundo a especialista Jamille Novaes, com a nova cobrança, já é esperada uma redução nas compras internacionais. Além disso, cenário já não era favorável para as empresas já que, segundo a Receita,  no ano passado, 187 milhões de remessas foram registradas, o que representa uma queda de 11% em relação a 2023.

Em janeiro deste ano a redução foi de 27% em relação ao ano anterior. Isso significa que a Shein e AliExpress terão um desafio a mais: fazer com que o consumidor continue comprando os produtos importados.

Marina Costa SilveiraMarina Costa Silveira
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Com experiência em redação, redes sociais e marketing digital. Atualmente, cursando o MBA em Marketing, Branding e Growth pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).