Quem depende de medicamentos precisa saber sobre a mudança de preços

Na última segunda-feira (31/03), o Governo Federal anunciou o reajuste anual do novo teto do preço dos remédios vendidos em farmácias e drogarias no país. Apesar disso, a nova lista com os valores não implicam no aumento automático dos preços dos medicamentos. Entenda! 

Quem depende de medicamentos precisa saber sobre a mudança de preços
Imagem: Jeane de Oliveira / FDR

 

Segundo a IG, o reajuste no teto do preço dos medicamentos define um limite máximo que pode ser cobrado pelos remédios. O ajuste foi definido pelo Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). 

Assim, é possível que os fornecedores fixem o preço dos produtos colocados à venda, mas respeitando o teto legal. Yasmin Souza, colaboradora do FDR, comenta sobre os medicamentos, confira.

Mudança de preços dos medicamentos a partir desta segunda (31/03)

O reajuste anual foi divulgado no Diário Oficial da União na segunda-feira (31). A nova lista com os valores dos medicamentos será responsável por um aumento automático dos preços. Ele apenas define o limite máximo que pode ser cobrado pelos medicamentos.

O reajuste pode ser aplicado de acordo com três níveis de aumento:

  • Nível 1: aumento de 5,06%.
  • Nível 2: aumento de 3,83%.
  • Nível 3: aumento de 2,60%.

O reajuste varia conforme a categoria do medicamento:

  • Nível 1: medicamentos comuns como anti-inflamatórios e outros de alta demanda e concorrência, com o maior percentual de aumento (5,06%).

  • A média total do reajuste é de 3,83%.

Os preços dos medicamentos no Brasil são regulados pela Lei 10.742 de 2003, que estabelece um teto de preços para os medicamentos. O objetivo da medida é proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população.

O reajuste anual tem como objetivo compensar as perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos custos de produção. Ele considera a inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade da indústria farmacêutica, custos não refletidos pela inflação (como câmbio e energia) e a concorrência de mercado.

A lista com os novos preços máximos dos medicamentos fica disponível no site da Anvisa.

Outras informações estão disponíveis no FDR

Marina Costa SilveiraMarina Costa Silveira
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Com experiência em redação, redes sociais e marketing digital. Atualmente, cursando o MBA em Marketing, Branding e Growth pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).