Surpresa NEGATIVA para quem foi fazer feira; estes alimentos estão ainda mais CAROS

ARAGUARI, MG — Os brasileiros sentem no bolso que os alimentos estão ainda mais caros, com a inflação do setor acumulando alta de 7% nos últimos 12 meses até fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse aumento impacta diretamente o custo de vida e preocupa consumidores e especialistas.

Surpresa NEGATIVA para quem foi fazer feira; estes alimentos estão ainda mais CAROS. Imagem: Jeane de Oliveira/FDR

Analistas de mercado tentam entender por que os alimentos estão ainda mais caros, apontando fatores como os efeitos das mudanças climáticas e questões fiscais do governo. A combinação desses elementos pode continuar pressionando os preços nos próximos meses.

Quais alimentos estão ainda mais caros?

O café, por exemplo, teve um aumento expressivo de 66% em um ano, tornando-se um dos principais vilões da inflação alimentar. Além disso, os ovos, alternativa acessível à carne vermelha, subiram 10,5% no mesmo período. Até mesmo os cortes bovinos seguem em alta, acumulando reajuste anual de 22%, o que reforça que os alimentos estão ainda mais caros e pesando no orçamento familiar.

Diante da alta nos preços, muitas famílias precisam encontrar alternativas para garantir a alimentação. Com os alimentos ainda mais caros, itens como carcaça de frango, vendida a cerca de R$ 7 o quilo, têm se tornado opções acessíveis.

O mesmo acontece com a suã de porco, uma parte menos nobre do animal, comercializada por volta de R$ 10 o quilo. Essas escolhas refletem a dificuldade da população em manter uma dieta equilibrada, já que os alimentos estão ainda mais caros.

A alta nos preços tem impactado não apenas as famílias de baixa renda, mas também consumidores de diferentes classes sociais. Com os alimentos ainda mais caros, muitos têm substituído marcas tradicionais por opções mais acessíveis.

Produtos como sucos e iogurtes estão entre os itens que passaram por essa mudança. Diante da inflação alimentar, o comportamento de compra segue se adaptando, já que os alimentos estão ainda mais caros e pesam no orçamento.

Dólar em alta influencia o encarecimento dos alimentos

A alta do dólar no fim do ano passado teve um impacto direto no custo da alimentação no Brasil. Especialistas apontam que essa valorização da moeda norte-americana foi um dos fatores que explicam por que os alimentos estão ainda mais caros.

O mercado de alimentos no país está atrelado ao cenário global, já que os preços seguem a cotação do dólar. Com isso, sempre que a moeda estrangeira sobe, os alimentos estão ainda mais caros, afetando o bolso dos consumidores.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aponta que a valorização do dólar influenciou diretamente o custo de vida. Com isso, os alimentos estão ainda mais caros, já que a moeda americana passou de R$ 4,91 para R$ 6,10 em 2024, uma alta de 24%.

A aceleração do câmbio ocorreu principalmente em novembro, impulsionada pelo pacote de ajuste fiscal do governo. O impacto dessa medida fez com que os alimentos ficassem ainda mais caros, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

A reação negativa do mercado à proposta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elevou o câmbio a patamares históricos. Esse cenário contribuiu para que os alimentos ficassem ainda mais caros, impactando diretamente o poder de compra da população.

Em dezembro, a instabilidade foi tão grande que o dólar atingiu as maiores cotações desde a criação do Plano Real, em 1994. Como consequência, os alimentos estão ainda mais caros, refletindo o impacto da valorização da moeda americana sobre os preços internos.

Alimentos importados estão sujeitos à variação do dólar

A oscilação do dólar tem impacto direto no custo dos alimentos, tornando diversos itens essenciais mais caros. Produtos importados, como azeite de oliva e óleo de soja, registraram altas expressivas, o que reforça que os alimentos estão ainda mais caros no país.

Segundo o IPCA, o óleo de soja teve aumento de 23,3% em um ano, enquanto o azeite subiu 14%. Além disso, cortes bovinos importados também sofrem com essa valorização cambial, elevando ainda mais o custo da alimentação. Isso mostra como os alimentos estão ainda mais caros, afetando o orçamento dos brasileiros.

Diante do aumento expressivo no custo da alimentação, o governo federal adotou medidas para aliviar o impacto nos preços. A redução de impostos sobre itens como açúcar, milho e carnes é uma tentativa de conter a alta, mas, ainda assim, os alimentos estão ainda mais caros.

Além disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que a expectativa de uma boa safra em 2025 pode ajudar a equilibrar o mercado. No entanto, especialistas alertam que, mesmo com esses esforços, os alimentos estão ainda mais caros, pressionando o orçamento das famílias.

“Estamos mais otimistas: o clima melhorou. Há expectativa de crescimento da safra de quase 10%. Se no ano passado a indústria ajudou a elevar o PIB, esse ano a agricultura vai dar um empurrão”, disse durante um evento do jornal Valor Econômico.

 

Laura AlvarengaLaura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.