SALESóPOLIS, SP — Os aposentados, pensionistas e quem é segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode conseguir dinheiro extra. Um salário a mais pode ajudar o idoso acima de 60 anos a custear as suas despesas do mês, mas é preciso estar atento as condições.

O crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) permite que o aposentado, pensionista e demais segurados solicitem crédito com desconto direto na sua folha de pagamento.
Com a garantia de que as parcelas serão pagas, os bancos liberam um juros menor comparado aos demais. Cada segurado pode comprometer até 35% do seu salário todo mês para pagar a parcela do empréstimo, e outros 10% para pagar fatura de cartão consignado.
Teto de juros do consignado do INSS
No início deste ano foi liberado um novo de teto de juros do consignado do INSS, e que passou a ser maior do que o anterior. O que significa que o custo para contratar crédito consignado vai subir.
Os juros indicam quanto o cidadão vai ter que pagar ao banco. Isso porque, embora empreste, por exemplo, R$ 10 mil, devido ao prazo de pagamento o aposentado nunca vai pagar para o banco os mesmos R$ 10 mil. Os juros aumentam o valor da dívida.
Agora, essa cobrança passa a ser:
- De no máximo 1,66% para até 1,80% ao mês.
Lembrando que esse é o teto, por isso alguns bancos podem adotar valores menores.
Prazo de pagamento do empréstimo consignado do INSS
O empréstimo consignado do INSS também ganhou um prazo de tempo maior para ser quitado. O que dá, inclusive, a possibilidade de renegociar um contrato já existente.
Segundo dados de dezembro de 2024, há 48.361.199 contratos ativos de empréstimo consignado.
A partir de fevereiro os novos pedidos poderão ser pagos em:
- Até 96 meses (oito anos) para pedidos a partir de 7 de fevereiro de 2025;
- Até 84 (sete anos) para pedidos que foram feitos antes de 7 de fevereiro de 2025.
“A gente está facilitando a vida do cidadão diminuindo o valor das parcelas. Nosso desejo com a prorrogação é que as pessoas possam terminar de pagar suas dívidas sem precisar ficar renovando empréstimos”, pontuou o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.