Saque calamidade com parcelas de R$ 6 mil: veja como fazer a retirada

Após as severas enchentes no Rio Grande do Sul, milhares de residentes enfrentam dificuldades de todas formas. Para aliviar o impacto financeiro, muitos estão recorrendo ao saque calamidade do FGTS. As solicitações já ultrapassam R$ 1 bilhão na região.

Saque calamidade com parcelas de R$ 6 mil: veja como fazer a retirada. Imagem: FDR

O saque calamidade é uma medida emergencial que se revela crucial diante da situação. Cada conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço permite o saque calamidade de até R$ 6.220, beneficiando especialmente aqueles com múltiplas contas ativas ou inativas, que podem acumular uma quantia considerável para enfrentar essa crise.

O saque calamidade é um recurso destinado a fornecer apoio rápido e eficaz aos trabalhadores em áreas atingidas por desastres naturais, como as enchentes no Rio Grande do Sul. Todos com contas ativas ou inativas do FGTS podem acessá-lo, desde que residam em áreas oficialmente reconhecidas como afetadas por calamidade pública.

Esse mecanismo permite que os trabalhadores retirem uma quantia específica em situações de emergência ou desastre natural reconhecido pelo governo. O objetivo é oferecer um auxílio financeiro imediato para reconstruir suas vidas e atender às necessidades básicas sem a pressão imediata de problemas financeiros.

Com mais de R$ 1 bilhão em solicitações, fica evidente a importância crucial do saque calamidade para muitas famílias. O FGTS não só funciona como uma poupança compulsória, mas também como um suporte emergencial significativo que pode ser fundamental na recuperação de áreas atingidas.

Por conseguinte, a demanda por informações claras e acessíveis sobre como realizar os saques é mais urgente do que nunca. Isso ressalta a importância de um serviço eficiente por parte das entidades responsáveis.

Continue acompanhando para saber como solicitar o saque calamidade, além de conferir, na íntegra, a lista de cidades aptas a resgatar valores através desta modalidade do fundo de garantia. Enquanto isso, neste link, eu te apresento todas as possibilidades de saque do FGTS. Confira!

Quem tem direito ao saque calamidade?

A liberação do saque calamidade pelo FGTS para as vítimas das enchentes e outros desastres naturais se assemelha à iniciativa do governo junto à Caixa em 2020, que liberou o saque integral a caráter emergencial em virtude da pandemia da Covid-19. Conforme previsto por lei, o saque calamidade pode ser liberado na hipótese de desastres naturais, como:

Essa modalidade de saque do FGTS requer que o trabalhador não tem efetuado o resgate do saldo em conta pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. Desta forma, serão autorizados a acessar valores que podem chegar a R$ 6,2 mil. 

Enquanto isso, o FGTS é destinado a trabalhadores rurais, inclusive safreiros; contratados em regime temporário ou intermitente; avulso; diretor não empregado; empregado doméstico ou atleta profissional. Mas para isso, qualquer um deles deve se enquadrar nos seguintes requisitos:

Solicitação do saque calamidade 

O saque calamidade pode ser solicitado pelo aplicativo FGTS, na seção de “Saques”. As instruções detalhadas estão disponíveis no site de GZH. Ao fazer a solicitação pelo celular, é possível escolher uma conta para receber os valores, seja da Caixa, incluindo a Poupança Digital Caixa Tem, ou de outra instituição financeira, sem custo adicional. 

Veja o passo a passo: 

Documentos para o saque calamidade 

Segundo a Caixa Econômica Federal, os documentos necessários para a solicitação são:

Qual é o valor do  saque calamidade?

É importante reforçar que é crucial ter saldo positivo nas contas ativas e inativas do FGTS. Além do mais, o trabalhador não ter efetuado o saque pela mesma razão nos últimos 12 meses.  O limite de retirada é de R$ 6,2 mil. 

Laura AlvarengaLaura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.
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