Financiamento habitacional com FGTS Futuro: veja como funciona e como aderir ao programa

A Caixa vai iniciar o financiamento habitacional com o FGTS Futuro neste mês de abril. Nova modalidade de uso dos recursos vai ser inserida no Programa Minha Casa Minha Vida. Entenda melhor como ela vai funcionar.

Financiamento habitacional com FGTS Futuro: veja como funciona e como aderir ao programa (Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR)

A partir desse mês de abril os brasileiros estarão mais próximos de realizarem o sonho da casa própria. A Caixa Econômica vai passar a fazer o financiamento habitacional com o FGTS Futuro. Os recursos dos trabalhadores serão usados para a composição da renda na compra do imóvel.

A expectativa é de que essa modalidade esteja disponível já nessa primeira quinzena do mês.

Financiamento habitacional com o FGTS Futuro

A modalidade foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS no último dia 26 der março. Os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço já podiam ser usados para a compra de imóveis.

Mas, o FGTS Futuro vai funcionar de uma forma diferente, com autorização do trabalhador os depósitos futuros serão destinados à cobertura de parte da parcelado do financiamento.

Isso significa que o valor que os 8% do FGTS que seriam depositados pelo empregador não vai mais cair em conta no nome do trabalhador. Essa contratação deve ser válida pelo período de 120 meses, ou seja, 10 anos.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego essa modalidade deve contribuir para que as famílias de baixa renda conquistem a casa própria. A expectativa é de que na primeira fase 43 mil famílias sejam atingidas.

Compra de imóvel de valor maior

O recurso será usado para cobrir apenas uma parte do valor do imóvel. Mas, a partir dele o comprador poderá até mesmo escolher um imóvel de maior valor,

Com isso, ele poderia, por exemplo, comprar um imóvel de maior valor e pagar uma parcela menor.

O próprio Ministério das Cidades dá um exemplo, uma família com renda mensal de R$ 2.000,00 e com depósitos de R$ 160,00 mensais em conta do FGTS. Caso comprometa 22% da sua renda terá uma parcela de R$ 440 mensais, com financiamento de cerca de R$ 100 mil. 

Se escolherem usar esse recurso eles terão uma ampliação do financiamento de 9%, chegando a cerca de R$ 108 mil. Esse valor que ultrapassaria os 22% seriam cobertos pelos recursos do Fundo de Garantia, através da Caixa Econômica.

Além de um imóvel melhor esse recurso também pode contribuir com as famílias que já estão com o limite de renda comprometido.

Nossa especialista Laura Alvarenga te ajuda a simular o valor das parcelas do Minha Casa Minha Vida, veja.

Financiamento habitacional com FGTS Futuro: veja como funciona e como aderir ao programa (Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR)

E se o trabalhado perder o emprego?

A ideia é bastante boa, mas tem um grande risco, o desemprego. Isso poque nessa situação a parte coberta pelos recursos do FGTS seria suspensa. Afinal, os depósitos futuros que são utilizados e não o saldo já disponível na conta.

Com isso o trabalhador teria que assumir a parte que até então era coberta pelos recursos, o que resultaria em uma parcela maior.

Por exemplo, retomando o exemplo anterior o comprador passaria a pagar os R$ 600 totais da parcela.

Além disso, existe o risco de que em caso de inadimplência o imóvel seja retomado para cobrir os custos.

Inclusive, o Conselho Curador inicialmente debateu esse ponto, pois, em caso de demissão o trabalhador deve receber um valor menor, apenas o que já estava depositado em sua conta antes da adesão.

Nesses casos de demissão o trabalhador continua tendo direito a multa de 40%, que é calculada sobre o valor total dos depósitos.

Quem pode usar o FGTS Futuro?

A modalidade fará parte do Minha Casa Minha Vida, inicialmente apenas a Faixa 1 do programa será beneficiada. Ou seja, pessoas com renda mensal até R$ 2.640, após uma fase piloto as demais faixas devem ser atendidas também, contemplado quem recebe até R$ 8 mil.

O FGTS Futuro não deverá ser usado fora do programa habitacional.

 

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.
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