FGTS Futuro: veja as regras da novidade que facilita a compra da casa própria

Conselho Curador aprovou o FGTS Futuro que vai facilitar a compra da casa própria. Nova modalidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço poderá ser disponibilizada já neste ano. Conheça ela melhor.

FGTS Futuro: veja as regras da novidade que facilita a compra da casa própria (Imagem:  Jeane de Oliveira/ FDR)

Mais uma forma de compra da casa própria pode estar disponível para os brasileiros em breve. O FGTS Futuro foi aprovado pelo Conselho Curador do FGTS na última terça-feira, 26. Agora, a Caixa Econômica deve analisar as regras e essa modalidade poderá estar disponível em breve.

A modalidade deve ser iniciada em uma fase piloto, voltada a um público apenas, depois, ela deve ser ampliada para as pessoas que recebem até R$ 8 mil mensais.

O que é FGTS futuro?

A modalidade foi criada na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas apenas agora foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e deve sair do papel. Com ele os brasileiros terão mais chances de comprarem sua casa própria através do Minha Casa Minha Vida.

A medida é voltada aos trabalhadores com carteira assinada, a partir dela esses profissionais poderão comprometer as contribuições que ainda serão feitas pelos empregadores.

Essas contribuições, 8% mensais, serão usadas no chamado financiamento acessório, que vai cobrir uma parte da parcela mensal. Na prática essa porcentagem será repassada automaticamente pela Caixa Econômica Federal para cobertura de parte do financiamento.

É importante observar que o FGTS não será usado para cobrir toda a parcela, ou seja, o comprador terá que fazer pagamentos mensais, mas é possível que o valor seja menor do que a compra sem o uso do recurso.

Imóvel de maior valor

O comprador poderá optar por comprar um imóvel com um valor maior em que parte da parcela seja coberta pelos recursos.

Por exemplo, uma pessoa com renda mensal de R$ 2.000 só pode comprometer 25% desse valor, o que resulta em uma parcela de R$ 500. Caso escolha um imóvel que gere uma parcela no valor de R$ 650, o FGTS poderá ser usado para cobrir os R$ 150 que ultrapassam o seu limite de financiamento.

Com isso, essa modalidade deve ajudas as famílias que já ultrapassaram o limite de comprometimento de sua renda mensal.

Como fica o FGTS Futuro em caso de demissão?

Por outro lado, antes de usar o recurso é importante ter em mente que em caso de demissão o comprador terá que assumir o valor total da parcela. Afinal, os depósitos do FGTS seriam suspensos até que ele encontre outro trabalho com carteira assinada.

Inclusive, em caso de inadimplência o banco pode fazer a retomada do imóvel para cobrir o débito.

Além disso, o valor a ser sacado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço também será menor, mas a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa está mantida.

Outra mudança pode ser implementada em breve no FGTS beneficiado os trabalhadores demitidos. Nossa especialista Laura Alvarenga te explica, confira.

FGTS Futuro: veja as regras da novidade que facilita a compra da casa própria (Imagem:  Jeane de Oliveira/ FDR)

Quem pode usar o FGTS Futuro?

Essa modalidade estará disponível apenas aos compradores de imóveis através do Minha Casa Minha Vida. Inicialmente apenas a Faixa 1 será contemplada, nela estão inseridas as famílias com renda mensal até R$ 2.640.

Após esse período de teste, fase piloto, o recurso deve ser ampliado para as demais faixas que atendem as famílias com renda até R$ 8 mil.

Caso a renda da família aumente, o valor destinado pelo empregador ao Fundo também deve ser maior. Com isso o excedente deve ser usado para amortizar o saldo devedor, ou seja, reduzir o valor da dívida.

Por outro lado, caso a renda caia para baixo de R$ 2.640, os 8% que entrarem na conta serão usados para cobrir parte do financiamento e o que sobrar será incorporado à parcela mensal que o comprador já paga.

 

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.