Motoboys do Ifood em ALERTA! Proposta é de contribuição ao INSS de até 11% sobre renda; entenda

Em negociação com o Governo Federal, o aplicativo de delivery Ifood apresentou recentemente uma proposta para realizar a regularização dos trabalhadores da plataforma. A proposta prevê a fixação de uma alíquota de contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que deverá ajudar na garantia de alguns direitos trabalhistas para os entregadores.

Motoboys do Ifood em ALERTA! Proposta é de contribuição ao INSS de até 11% sobre renda; entenda. (Imagem: FDR)

Recentemente, alguns aplicativos que já atuam no país iniciaram a discussão sobre a regulamentação de sua atuação. Nesta matéria, a especialista do FDR, Lila Cunha, traz detalhes da negociação sobre trabalho desse grupo.

Agora, a discussão também passou a englobar a atuação do Ifood. Por meio de uma proposta apresentada recentemente, a plataforma defendeu a criação de uma tabela progressiva de contribuição ao INSS. Para tal, seria preciso criar novo modelo de Previdência Social que serviria para custear os benefícios dos motoboys e ciclistas que trabalham para o aplicativo, que está disponível para download neste link.

Saiba mais informações sobre o projeto do Ifood:

  • A contribuição mensal do trabalhador seria baseada no seu rendimento;
  • As taxas poderiam variar entre o índice 5% a 11% dos ganhos;
  • O modelo é semelhante ao regulamento para os empregadores domésticos;
  • Atualmente, a contribuição para o trabalho que possui a carteira assinada já é realizada por meio de uma tabela progressiva;
  • No entanto, ela varia entre 7,5% a 14% do salário, dependendo do valor recebido mensalmente; 
  • A discussão deverá seguir com a negociação dos termos como Governo Federal;
  • Para os motoboys, é importante que outros pontos sejam somados a discussão;
  • Entre eles, o registro em carteira do trabalho;
  • O debate também deverá envolver a forma de cálculo da remuneração diária;
  • Por fim, a previsão é de que também seja discutido qual será o valor mínimo a ser pago para cada trabalhador;
  • Atualmente, o Ifood paga R$ 25 por hora de trabalho na plataforma.

Confira outras informações sobre a atuação de alguns aplicativos no Brasil neste link.

 

Danielle Santana
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco, já atuou como repórter no Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco e Folha de Pernambuco. Nos locais, acumulou experiência nas editorias de economia, cotidiano e redes sociais. Possuí experiência ainda como assessora de imprensa.