INSS corta aposentadoria por falta de PROVA DE VIDA; veja opções para evitar

A preocupação de muitos aposentados é perder o benefício por falta de prova de vida. Procedimento é feito pelo INSS para comprovar que o segurado está vivo e precisa continuar recebendo. Veja o que fazer para não perder o seu benefício.

INSS corta aposentadoria por falta de PROVA DE VIDA; veja opções para evitar (Imagem: FDR)

De tempos em tempos o INSS realiza a prova de vida voltada a quem recebe aposentadoria. A grande preocupação dos aposentados é perder o benefício que muitas vezes é a única fonte de renda da família.

O procedimento ajuda na identificação de pagamentos indevidos, fraudes e desvio de dinheiro. No entanto, algumas falhas podem acontecer e atingir quem não deveria.

Aposentadoria de Martinho da Vila é cancelada

Martinho José Ferreira, mais conhecido como Martinho da Vila, entrou na justiça contra o INSS em setembro de 2023. O motivo, a suspensão de sua aposentadoria em 2021. Já são dois anos sem receber o benefício por falta da prova de vida, que na época estava suspensa por conta da pandemia.

No processo acessado pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o sambista comprova que realizou 13 provas de vida entre outubro de 2022 e junho de 2023.

No entanto, apenas após decisão judicial de dezembro do ano passado o pagamento foi retomado.

No processo que tramita na 31ª Vara Federal do Rio de Janeiro o sambista pede também o pagamento das aposentadorias em atraso, cerca de R$ 80 mil.

O INSS afirmou que os depósitos de dezembro de 2023 e janeiro de 2024 já foram feitos e os valores devem ser sacados para evitar nova suspensão pelo não recebimento.

O instituto ainda afirmou que está recalculando os valores dos atrasados e deve fazer a liberação em breve.

Como é feita a prova de vida do INSS?

Até 2022 a prova de vida era feita nas agências bancários ou da Previdência Social. Agora, o procedimento mudou e o próprio INSS faz a comprovação, isso acontece através do cruzamento de diversos bancos de dados.

Entre os dados que comprovam que o segurado está vivo está a contratação de empréstimo consignado.

Em fevereiro o INSS anunciou que centenas de segurados deveriam passar pelo procedimento. Caso algum problema seja encontrado, o próprio Instituto fará uma busca ativda.

O INSS tem dez meses, contados a partir da data de aniversário do segurado, para fazer a comprovação.

Se ela não for possível, o segurado será notificado pelo aplicativo ou pela Central 135. Nessas situações o próprio segurado deve fazer o procedimento dentro do prazo de 60 dias.

Para evitar de perder o benefício a orientação do INSS é que todos os aposentados mantenham seus dados atualizados.

INSS corta aposentadoria por falta de PROVA DE VIDA; veja opções para evitar (Imagem: FDR)

Prova de vida digital

Quer se antecipar e fazer o procedimento sem precisar sair de casa? Então, siga os passos abaixo:

  1. Baixe e acesse o aplicativo gov.br (disponível para Android e iOS);
  2. Faça o login com a conta gov.br, CPF e senha;
  3. Clique em “Serviços”, e depois em “Prova de vida”;
  4. Na tela “Histórico de Prova de vida”, selecione a “Prova de vida pendente”;
  5. Clique em “Autorizar”;
  6. Siga as instruções para fazer o reconhecimento facial;
  7. Após finalizar o reconhecimento facial com sucesso, clique em “OK”;
  8. Na tela de Autorização, o status da sua Prova de Vida mudará para “Autorizado”.

A prova de vida digital pode ser feita pelos aposentados, pensionistas ou outros beneficiários, desde que tenham carteira de motorista (CNH) ou biometria cadastrada no TSE.

Isso acontece porque a foto tirada no reconhecimento fácil é comparada aos bancos de dados da Senatran e da Justiça Eleitoral.

Caso tenha dificuldades, é possível fazer a prova de vida também no balcão ou no caixa eletrônico da instituição bancária responsável pelos pagamentos.

Para acompanhar as notícias sobre as aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS, clique aqui.

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.