Desenrola Brasil será adaptado para financiar dívidas de um grupo inédito

O Desenrola Brasil entrou em sua terceira fase, ainda assim periodicamente o governo federal tem anunciado novidades. A mais recente, trazida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, é de que o programa será usado como modelo para criar acordos com um grupo inédito que apresenta alto grau de inadimplência. 

Desenrola Brasil será adaptado para financiar dívidas de um grupo inédito
Desenrola Brasil será adaptado para financiar dívidas de um grupo inédito (Imagem: FDR)

Criado em julho deste ano, o programa Desenrola Brasil pretende atingir até o final de 2023 pelo menos 70 milhões de pessoas. Para isso, deu início beneficiando quem tinha dívidas contraídas exclusivamente em bancos. E em outubro pessoas de baixa renda passaram a negociar as dívidas feitas em qualquer instituição. 

Novo grupo vai negociar pelo Desenrola Brasil

De acordo com Geraldo Alckmin, vice-presidente do país e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, um novo grupo vai conseguir negociar suas dívidas por meio das regras do Desenrola Brasil.

Na realidade a ideia não é que o programa inclua um novo público, mas que seja usado como referência para criação de um projeto inédito. A ideia trazida por Alckmin durante sua participação na abertura de fórum destinado às áreas de comércio e serviços é de que sejam beneficiadas:

  • Pequenas, médias e grandes empresas que estejam com dívidas.

Ainda não foi informado quais débitos poderão ser negociados. Se as dívidas feitas apenas com o governo, ou também aquelas que foram adquiridas por meio de empréstimo, compra de matéria prima e etc.

Quem usa o Desenrola Brasil hoje?

Atualmente, podem negociar suas dívidas por meio do Desenrola Brasil as pessoas físicas. Ou seja, retirando os débitos que estão registrados em seu CPF. Os consumidores foram divididos em dois públicos:

  • Faixa 1:
    • Quem está inscrito no Cadastro Único ou possuí renda familiar de até dois salários mínimos;
    • Possível negociar dívidas bancárias e não bancárias;
    • Pagamento à vista, ou parcelamento em até 60 vezes com juros de 1,99% ao mês.
  • Faixa 2:
    • Quem tem renda familiar de até R$ 20 mil;
    • Possível negociar dívidas bancárias;
    • Parcelamento para dívidas não bancárias disponível desde que não ultrapasse R$ 20 mil.

Lila Cunha
Autora é jornalista e atua na profissão desde 2013. Apaixonada pela área de comunicação e do universo audiovisual. Suas redes sociais são: @liilacunhaa, e-mail: [email protected]