Bancos oferecem descontos de até 96% e brasileiros festejam

Os bancos estão oferecendo grandes descontos de até 96% para os clientes que quiserem renegociar suas dívidas através do Desenrola Brasil. A chegada do programa animou os consumidores que desejam se livrar das dívidas.

Bancos oferecem descontos de até 96% e brasileiros festejam
Bancos oferecem descontos de até 96% e brasileiros festejam (Imagem: FDR)

A adesão dos bancos neste primeiro momento do Desenrola foi grande. De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi liberado pelo governo um montante de R$50 bilhões em créditos presumidos para os bancos.

“Liberamos R$ 50 bilhões (em crédito presumido) para que o setor bancário faça as renegociações, no sistema de balanço financeiro. O estímulo para o banco é ter o valor da renegociação como crédito presumido com o governo. Se o desconto para a pessoa for de R$ 7 mil, o crédito para o banco será de R$ 7 mil”, disse Haddad, segundo o Globo.

Bancos liberam descontos especiais para dívidas 

O governo determinou uma regra muito importante para os bancos que aderiram ao Desenrola. Eles precisam limpar o nome de consumidores com dívidas de até R$100, contraídas até o dia 31 de dezembro do ano passado. Ao fazer isso, o Ministério da Fazenda vai acelerar o processo de reconhecimento de créditos tributários dos bancos.

Na prática, a cada R$1 de uma dívida negociada, o banco receberá R$1 a mais para novos empréstimos, com a antecipação do crédito tributário que receberia ao longo do ano, causando um efeito positivo nos balanços.

De acordo com o assessor da Secretaria de Reformas Econômicas, Alexandre Ferreira, o governo irá fazer um balanço do programa neste final de semana.

Descontos serão para todos?

Andrew Frank Storfer, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), diz que estas vantagens oferecidas interessam aos bancos, pois eles receberão os benefícios tributários.

No entanto, ele ressalta que os prazos, descontos e juros serão estabelecidos com base em diversos fatores.

“Não dá para esperar que o máximo de desconto seja para todo mundo. Vai depender do tamanho da dívida, do perfil do cliente, do tempo em que o débito está em atraso, entre outras considerações. Cada caso é um, e tudo tem que ser analisado”, disse ele ao O Globo.

O profissional aconselha que as pessoas insistam em melhores condições de pagamento e resulta que não dá para aceitar a primeira oferta de cara.

Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.
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