Onde vai parar? Juros do cartão de crédito chega a 455% e PREOCUPA brasileiros

Pontos-chave
  • Juros do cartão atinge patamar mais alto desde 2017
  • Saiba como evitar o superendividamento

No mercado existem diversos tipos de crédito que são oferecidos aos consumidores. Sem dúvida nenhuma, uma das piores opções é utilizar o rotativo do cartão, uma vez que este é um dos tipos de crédito mais caros do mercado. Os juros atingiram impressionantes 455% em maio. Veja os detalhes.

Onde vai parar? Juros do cartão de crédito chega a 455% e PREOCUPA brasileiros
Onde vai parar? Juros do cartão de crédito chega a 455% e PREOCUPA brasileiros (Imagem FDR)

Como dito acima, os juros do rotativo do cartão são assustadoramente altos e no mês de maio, atingiu o maior patamar desde março de 2017, ficando em 455,1% ao ano. Dívidas com cartão de crédito são as mais comuns entre os brasileiros atualmente.

Juros do cartão de crédito atingem novo patamar 

Os juros do cartão começam a ser cobrados quando o titular não paga a fatura até a data de vencimento.

A taxa de 455,1% ao ano representa juros de 15,18% ao mês. O  débito em aberto é cobrado na fatura do mês seguinte com juros. No rotativo também são considerados os saques efetuados na função crédito do cartão.

No geral, o rotativo possui a taxa de juros mais elevada do mercado. Por isso, é importante evitar ao máximo usá-lo.

Dívidas com cartão são as mais comuns 

O cartão de crédito é o que mais leva as pessoas a ficarem inadimplentes. Quando olhamos para as contas atrasadas dos brasileiros, elas estão assim atualmente:

  • Cartão de crédito – 31%
  • Empréstimo em banco ou financeira – 26%
  • Crediário – 21%
  • Cheque especial – 15%
  • Telefone – 11%

Os dados são da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Bola de neve 

O UOL preparou um exemplo com a ajuda do educador financeiro e especialista em investimentos, Eduardo Reis Filho, que mostra como dívidas com o cartão podem virar uma bola de neve.

Uma fatura de R$1.000, por exemplo, no próximo mês já estará em R$1.185,60, considerando os juros, IOF e multa. 

Diante do primeiro atraso, o banco já passa a cobrar o juro rotativo de 15,18% e propõe que o cliente parcele sua dívida com juros mais amenos, de 6%. Esta foi uma regra imposta em 2017 pelo Banco Central. O objetivo é o de evitar o superendividamento.

“Se o cliente pagar a 1ª parcela quando a conta vem parcelada, isso significa que ele aceitou a proposta de parcelamento. Ao aceitar o parcelamento, é como se ele tivesse assinado um novo empréstimo”, explicou o profissional ao UOL.

Em um período de um ano, esta dívida de R$1.000 já estará em R$1.696,92.

Como posso evitar o superendividamento

Esta é uma situação complicada que ninguém quer enfrentar. Sendo assim, confira dicas para evitar ficar superendividado:

Dê prioridade ao pagamento do cartão 

O profissional explica que diante dos altos juros cobrados, sempre dê prioridade aos pagamento da fatura. Deixar de pagá-la deve ser a última opção.

Deixe o limite dentro de sua realidade

É importante que o você adeque o limite de crédito para que ele fique dentro de sua realidade. Fazer compras com valores muito acima de sua renda pode levar ao endividamento. Lembre-se de seus outros gastos, especialmente os fixos, como luz, água, internet, entre outros.

Renegocie com os bancos 

Caso esteja com a grana curta e precise de um empréstimo, uma opção mais segura pode ser procurar seu banco para conhecer créditos menos caros para obter o dinheiro necessário para ficar no azul.

Uma dica é pegar um empréstimo que oferece taxas de juros mais amenas para pagar uma dívida mais elevada.

Confira quais contas merecem prioridade 

Confira suas contas para saber quais delas podem esperar e quais precisam ser pagas com urgência. Uma dica é fazer uma lista de suas despesas e verificar onde é possível economizar.

Economizar nas compras do supermercado ou em gastos supérfluos, por exemplo, pode te ajudar a pagar as contas atrasadas.

Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.