Novo título do TESOURO DIRETO tem investimentos a partir de R$ 30; como funciona?

Pontos-chave
  • Conheça esse novo título do Tesouro Direto
  • Saiba se vale a pena investir nele

Está pensando em investir? O Tesouro Direto possui um novo título onde é possível fazer investimentos a partir de apenas R$30. Conheça todos os detalhes sobre esta novidade e se vale a pena apostar nela.

Novo título do TESOURO DIRETO tem investimentos a partir de R$ 30; como funciona?
Novo título do TESOURO DIRETO tem investimentos a partir de R$ 30; como funciona? (Imagem FDR)

Estamos falando do Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra, que foi lançado no início deste ano. O objetivo deste título é o de ajudar no planejamento da aposentadoria. É possível receber uma renda extra pelo período de até 20 anos.

Conheça o Tesouro RendA+

De forma resumida, o Tesouro Renda+ devolve o valor que foi investido em 240 prestações, com juros e correção pela inflação, e é possível investir valores a partir de R$ 30.

O interessado pode investir por um período  mínimo 7 anos e máximo de 42 anos. Da mesma forma que em outros títulos públicos, a remuneração varia de acordo com as condições do mercado. Atualmente, a remuneração está um pouco mais de 6% ao ano, menos 22,5% a 15% de Imposto de Renda.

Vale a pena investir?

Olhando pelo lado de que o Tesouro RendA+ tem correção pela inflação, ele é vantajoso pois mantém o poder de compra. Mas, caso você esteja próximo de se aposentar, será preciso fazer um aporte inicial alto para usufruir de renda final não tão vantajosa. Este título é uma estratégia de longo prazo, que necessita de disciplina e que garante uma renda por um período de 20 anos.

Através deste link é possível ver como esta conta ficará na prática. O interessado consegue visualizar o montante necessário para investir e para alcançar a renda que deseja.

Mesmo que não exista uma ligação formal entre as coisas, este título é interessante especialmente para quem já contribui com o INSS e que desejam aumentar o valor dos seus benefícios futuros, como é o caso, por exemplo, dos MEIs (Microempreendedores Individuais) ou até mesmo para trabalhadores registrados que não contam com plano de previdência.

Em casos como este, a previdência complementar pode ser planejada através  de investimentos sistemáticos no Tesouro Renda+.

Este título também é uma boa para o investidor de alta renda que deseja assegurar um rendimento mínimo futuramente, corrigido pela inflação e com garantia do Tesouro Nacional. O limite de compra é de R$ 1 milhão ao mês, mesmo limite dos atuais títulos do Tesouro Direto.

Todos os detalhes do Tesouro RendA+

O Tesouro RendA+ é um título do tipo NTN-B – ou Tesouro IPCA+, como é chamado no Tesouro Direto. Estes são papéis que asseguram ao investidor uma taxa de juros acrescida da variação da inflação, acompanhada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Os juros oferecidos nos papéis Tesouro IPCA+ já negociados na plataforma estão atualmente acima de 6% ao ano.

É possível planejar uma data para aposentadoria garantindo o recebimento de uma renda extra pelo período de 20 anos seguintes. Também é possível fazer um investimento para até 40 anos de acumulação, sempre seguidos por mais 20 anos de fluxo de renda mensal.

Como o valor recebido por 20 anos é corrigido pela inflação todos os meses, isto garante o poder de compra do investidor.

A novidade  prevê duas “etapas”: uma de acumulação e outra de recebimento de renda.

O valor investido sempre voltará para o investidor em 240 prestações mensais  que amortizam todo o fluxo investido ao longo da fase de acumulação.

Desta forma, caso, por exemplo, a data estipulada pelo investidor para sua aposentadoria for 2060, ele deve comprar títulos Tesouro RendA+ com esse prazo de vencimento.

Chegando o vencimento do título, o investidor começa a receber uma renda mensal até 2080.

Os investidores poderão optar por oito prazos de vencimento diferentes , com intervalos de cinco anos entre eles, de 2030 a 2065. O primeiro vencimento será em 15 de janeiro de 2030.

É possível resgatar o valor todo de uma vez ao fim do período de acumulação, mas isso acaba não fazendo sentido, a não ser que o investidor tenha uma emergência.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.