O PIX, sistema de pagamentos instantâneos, começou no fim de 2020, em meio à pandemia da Covid-19. O principal objetivo dessa modalidade de pagamento foi aumentar a digitalização das transações financeiras no Brasil. Após tanto sucesso, chegou a um valor que pode impactar os brasileiros.
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O volume de transações financeiras digitais por pessoa praticamente dobrou desde o lançamento do Pix, no fim de 2020. Com isso, o pagamento digital superou cartões de crédito e débito em número de transações.
O Pix atingiu 29% do volume total de transações financeiras feitas em 2022, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). O volume de transações com cartão de crédito somaram 20%, enquanto as feitas com cartão de débito foram 19%.
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“Em apenas dois anos de operação, entre novembro de 2020 e dezembro de 2022, o Pix tornou-se o instrumento com maior quantidade anual de transações”, comentou o BC.
Para o BC, os números mostram o impacto que a digitalização financeira teve no uso de instrumentos de pagamento. “Essa análise nos permite fazer inferências, ainda que não causais, sobre eventuais mudanças nos hábitos de uso de meios de pagamento do cidadão brasileiro.”
Recordes do Pix
No ano passado, o sistema de transferências instantâneas criado pelo BC já havia alcançado a maior participação em número de transações em relação aos demais meios de pagamento, de 29%.
Por outro lado, a quantidade de saques em caixas eletrônicos e agências bancárias caiu de 3,4 bilhões, em 2020, para 2,6 bilhões, no ano passado.
Em valores, a queda foi de R$ 2,5 trilhões para R$ 2,1 trilhões. Em 2012, o número era de 3,9 bilhões, com movimentação financeira de R$ 4,5 trilhões.
Meios de pagamentos nas transações financeiras
Com o uso do Pix, a partir do fim de 2020, houve redução relativa na utilização dos demais meios de pagamento, mas a autarquia ressalva que, em termos absolutos, há contínuo aumento na utilização de cartões, com estagnação de boletos e redução acelerada no pagamento com cheques.
- Pix – 29%
- Cartão de crédito – 20%
- Débito – 19%
- Pré-pago – 9%
- Boleto – 11%
- Cheque – participação quase nula em 2022