PARALISAÇÃO! Entregadores de aplicativo fazem greve na luta por esses benefícios

Chamado de day-off, a paralisação dos entregadores e motoristas de aplicativo deve durar pelo menos 24 horas. O protesto iniciou às 04h00 dessa segunda-feira (15), visto como um horário de pico para passageiros que usam desse meio para trabalhar. E deve durar até às 04h00 de terça-feira (16), completando as 24 horas como prometido. A expectativa é de que entregadores de aplicativo de todo país façam parte dessa greve.

Pelo menos na cidade de São Paulo, maior metrópole do país, quem deseja contar com os serviços de entregadores de aplicativo e motoristas, estão com dificuldades. Segundo a Folha de S. Paulo, a paralisação não foi aderida por todos na capital paulista, mas os passageiros estão tendo que lidar com cancelamento de corridas, maior tempo de espera e aumento de até 50% nos preços.

Por meio do day-off, os profissionais esperam que as plataformas as quais prestam serviços possam olhar para os seus pedidos e reivindicações. Como, o aumento do valor pago da empresa para o motorista, e as melhores condições de trabalho. Para quem pode usar o transporte público, a paralisação pode passar batido. Mas, em alguns pontos, como aeroportos, a situação está crítica. 

No Rio de Janeiro, capital, motoristas se reuniram em frente ao aeroporto Santos Dumont e em seguida seguiram em carreata até o prédio da Uber, também no Centro da cidade, para uma manifestação. Dados da pesquisa realizada pela Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) mostraram que o Brasil tem 1,66 milhões de pessoas atuando como motorista por aplicativo.

O que a paralisação dos entregadores de aplicativo pede?

De acordo com o portal Extra, a paralisação dos motoristas e entregadores de aplicativo traz pedidos de valorização do profissional. Luiz Corrêa, presidente do Sindicato dos Prestadores de Serviço por Aplicativo do Rio (SindMobi), informou que já houve uma reunião com a Uber e 99, mas que as solicitações dos motoristas não foram atendidas e eles receberam negativas.

Por isso, com a greve nacional os trabalhadores pedem por:

  • Valor mínimo de R$ 10 por corrida (hoje em média de R$ 6);
  • Aumento do valor pago pelo quilômetro rodado;
  • Redução do percentual das corridas descontado pelas empresas (hoje de 40% a 60%);
  • Cobrança de um adicional para cada parada solicitada pelo passageiro durante uma corrida;
  • Mais segurança no trabalho;
  • Fim do banimento da plataforma sem justificativas.

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Lila Cunha
Autora é jornalista e atua na profissão desde 2013. Apaixonada pela área de comunicação e do universo audiovisual. Suas redes sociais são: @liilacunhaa, e-mail: [email protected]