Falha no PIX da Caixa vira motivo de investigação por golpe

O PIX veio para facilitar a vida dos brasileiros, mas devido a seu sucesso acabou também atraindo a atenção de golpistas. Nos últimos dias, chamou a atenção a história de uma correntista da Caixa que teria caído em um golpe após efetuar uma transferência indevida através do PIX. Entenda esta história.

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Falha no PIX da Caixa vira motivo de investigação por golpe. (Imagem: FDR)

O golpe teria acontecido em outubro do ano passado, quando a cliente da Caixa afirmou ter recebido uma ligação em seu celular de um suposto empregado do banco que perguntou se ela tinha efetuado um PIX.

De acordo com a correntista, na ligação ela foi induzida a digitar o que o suposto empregado da Caixa solicitava, sob a alegação de que a transação seria cancelada. Ao final, a cliente teria perdido R$ 49.855,06 que foram retirados de sua conta pelo golpista.

A Caixa afirmou no processo que as operações realizadas pela cliente foram feitas através do internet banking em um aparelho habilitado com sua senha pessoal.

Justiça favorável a Caixa

No entendimento do juiz José Carlos Fabri, da 1ª Vara Federal de Campo Mourão (PR), a Caixa não teve nenhum envolvimento no caso, sem qualquer relação com a ligação telefônica entre a vítima e os responsáveis pelo golpe. Sendo assim, o pedido de indenização foi negado.

De acordo com o juiz, a Caixa só tem “responsabilidade por saques ou outras movimentações financeiras ocorridas em internet banking devidamente habilitado após a comunicação do cliente”.

No caso desta cliente, como ela não informou nada ao banco, ela seria a responsável pelo uso do banco online no momento da transação.

A Folha procurou a defesa da cliente, mas não quiseram falar sobe o caso. Ela tem dez dias para recorrer da decisão.

A Caixa enviou uma nota para a Folha onde afirmou que não comenta processos em andamento e orientou os correntistas a “jamais compartilhar dados pessoais, usuário de login e senha”. 

O banco orientou ainda que as senhas e demais dados de acesso não devem ser fornecidos a terceiros ou em ligações telefônicas, e solicitou que os clientes usem exclusivamente os canais oficiais para buscar informações e acessar serviços.

Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.