Vários bancos estão vendendo Seguro Pix mas a cobertura frustra clientes

Pontos-chave
  • Seguro PIX vem desapontando clientes de alguns bancos
  • Confira o que é coberto por cada banco no seguro

Diversos bancos passaram a oferecer recentemente o Seguro PIX, que trazem segurança no uso da solução de pagamentos do Banco Central. No entanto, um detalhe vem desapontando os clientes de bancos como BTG Pactual, C6 Bank, Itaú, Santander e Sicoob que não cobrem transações feitas com celular roubado e invadido por bandidos. Apenas o NUbank e o Bradesco oferecem esta cobertura. Saiba mais.

Cobertura dos seguros digitais 

Um dos maiores temores das pessoas ao sair de casa é de ter o celular roubado ou furtado. Em nossos aparelhos levamos diversas informações pessoais importantes e que podem causar prejuízos superiores ao valor do celular roubado. 

Por conta disso, muitos brasileiros estão optando por contratar seguros digitais para se sentirem mais seguros. No entanto, é preciso ficar atento pois a grande maioria dos serviços oferecidos não cobrem crimes causados por roubo e invasão do celular.

Apenas o Bradesco Seguro Proteção Digital cobre PIX em casos de perda, furto ou roubo do smartphone ou tablet. Apesar disso, a cobertura tem um porém: são abrangidas somente transferências realizadas pelo aplicativo, ou seja, se o crime acontecer através de um computador ou no caixa eletrônico, por exemplo, não será coberto.

O NUbank está para lançar um seguro que irá cobrir PIX em situações que o celular for levado da vítima. Quem contratar o Nubank Celular Seguro terá cobertura para transações indevidas feitas nas primeiras 24h após um roubo, furto ou ameaça, além do valor do aparelho.

Apesar de não oferecer cobertura para transações com o aparelho roubado, alguns seguros contam com diferencias. No Santander, por exemplo, os usuários ficam cobertos pelo roubo de bens adquiridos via PIX, no entanto, apenas pelo prazo de sete dias após o recebimento da mercadoria. O Seguro C6 Conta, por sua vez, engloba também as transações realizadas com cartão, ao passo que grande parte dos bancos oferecem outros seguros específicos para essa modalidade.

Seguros digitais: O que é coberto por cada banco 

Banco O que é coberto
Bradesco
Seguro Proteção Digital
Transações feitas no aplicativo do Bradesco em caso de coação, perda, furto (simples ou qualificado) ou roubo do smartphone ou tablet.
BTG Pactual
Seguro Pix
Transferências via Pix, TED ou DOC em caso de ameaça, extorsão ou sequestro.
C6 Bank
Seguro C6 Conta
Transferências, saques e compras feitas com cartão (em lojas físicas ou online) em casos de ameaça, extorsão ou sequestro.
Itaú
Seguro Transação protegida
Transações digitais sob sequestro ou sequestro relâmpago.
Nubank
Celular Seguro
Cobertura do aparelho celular
Transações não reconhecidas após furtos, roubos ou realizadas sob ameaça
Santander
Seguro Transações
Transações digitais feitas com coação sob violência ou grave ameaça física, como sequestro ou assalto.
Cobertura contra roubo para bens comprados via Pix em até 7 dias após o recebimento da compra.
Sicoob
Seguro Transações
Transferências via Pix, TED, DOC, boletos, vouchers e duplicatas em transações feitas sob coação ou ameaça física.
Dependendo do pacote escolhido, também há cobertura para pertences roubados (Bolsa Protegida).

Fonte: Tecnoblog

Os valores cobrados e o prêmio máximo podem mudar segundo o tipo de conta, cliente e cobertura selecionada. 

Vale a pena contratar um seguro PIX?

Seguros como este podem ser importantes para proteger o usuário em casos de sequestro relâmpago. Com este seguro é possível diminuir o prejuízo caso você passe por situações desse tipo.

Agora se você busca apenas uma proteção contra transações realizadas em um possível roubo de seu aparelho celular, não é obrigatório contratar o seguro PIX. Esta é uma responsabilidade dos bancos, como está previsto em uma resolução do Banco Central. 

Ainda de acordo com a resolução do Banco Central, é previsto que recursos provenientes de uma transação via PIX devem receber bloqueio cautelar máximo de 72h quando existir uma suspeita de fraude. Ao longo  do período de bloqueio, a instituição bancária precisa avaliar se existem indícios de fraude, e, caso a suspeita seja confirmada, os recursos devem ser devolvidos ao usuário pagador.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.