No trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,1%. Com isso, o indicador chegou ao menor nível desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (31).
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Atualmente, o desemprego afeta 9,9 milhões de brasileiros. Este é o menor número desde o trimestre finalizado em janeiro de 2016. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
No levantamento realizado anteriormente, relativo ao trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego tinha chegado a 9,3%. Isso equivale a 10,1 milhões de pessoas sem emprego.
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Em pesquisa mais recente, o contingente de brasileiros ocupados foi de 98,7 milhões. Este foi um recorde da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
Após dois anos, o rendimento real habitual voltou a aumentar, e chegou a R$ 2.693 no trimestre encerrado em julho.
Este crescimento foi influenciado pelo rendimento dos empregadores (6,1%, ou mais R$ 369) dos militares e funcionário público estatutário (3,8%, ou mais R$ 176) e dos trabalhadores por conta própria (3,0%, ou mais R$ 63). Os demais grupos não tiveram variação.
O nível de ocupação (percentual de brasileiros ocupados entre as pessoas em idade de trabalhar) foi de 57%. Isso representa um crescimento de 4,1 ponto percentual em comparação ao mesmo trimestre do ano passado.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Adriana Beringuy, destaca a continuação da tendência de aumento da ocupação e uma redução considerável na taxa de desemprego.
Fatores que influenciaram na redução da taxa de desemprego
No sexto mês deste ano, duas atividades exerceram influência na redução do desemprego.
Em “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, foi registrada uma adição de 692 mil brasileiros no mercado de trabalho (3,7%) em relação ao trimestre anterior.
Já no segmento “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”, houve um aumento de 648 mil pessoas (3,9%).
Segundo Beringuy, as duas atividades, de fato, se destacaram. De qualquer modo, ela ressaltou que, entre os grupos de atividade econômica, nenhum apresentou redução na ocupação. Sendo assim, todos os segmentos incluíram brasileiros no mercado de trabalho.
Em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, o único setor que não registrou aumento na população ocupada foi o de “Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura”.
